Mercado exagera nas incertezas eleitorais, diz Lloyds TSB

O mercado financeiro, mais uma vez, exagera ao temer uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, já no primeiro turno das eleições e as possíveis complicações econômicas de um suposto governo petista, afirma o Lloyds TSB. Para o banco, três argumentos comprovam a histeria dos investidores: Nada garante que a eleição presidencial […]
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Da RedaçãoPublicado em 09/10/2008 às 10:47.

O mercado financeiro, mais uma vez, exagera ao temer uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, já no primeiro turno das eleições e as possíveis complicações econômicas de um suposto governo petista, afirma o Lloyds TSB. Para o banco, três argumentos comprovam a histeria dos investidores:

  • Nada garante que a eleição presidencial já esteja decidida, como mostram os exemplos da rápida queda de Roseana Sarney no início do ano e de Ciro Gomes mais recentemente. "É certo que, ao que tudo indica, será bem mais difícil para o governista atingir a Lula da Silva com a mesma rapidez e eficácia obtidas nos outros dois casos, mas uma campanha eleitoral negativa mais agressiva no rádio e na TV contra o oposicionista foi iniciada nos últimos dias e será preciso esperar um pouco mais para saber quais são os efeitos práticas de tal iniciativa", diz relatório do Lloyds.
  • Em nenhum momentos nos últimos meses, Lula deixou de ser o favorito à Presidência, segundo as pesquisas eleitorais, até mesmo quando Ciro Gomes surgia como forte favorito ao Planalto. "Olhar com surpresa os números das pesquisas mais recentes é desconsiderar os números que são divulgados desde o início do ano", diz o banco. Para o Lloyds, parece que o mercado esteve anestesiado como o fenômeno Ciro e agora despertou para seu velho temor.
  • Mesmo que Lula vença as eleições nada indica que seu governo vá optar por caminhos radicais na condução da política econômica. "Nem seus discursos mais recentes, que estão longe de sugerir rupturas, nem as alianças políticas realizadas, nem a configuração do futuro Congresso Nacional, que muito provavelmente irá manter o perfil conservador, e nem a realidade da economia globalizada endossam o medo do mercado", diz o Lloyds. O PT, segundo o banco, não estaria disposto a dar um tiro no pé já no começo de governo.

    Apesar das três ressalvas, o Lloyds diz que um eventual governo Lula não é totalmente isento a riscos. "Se considerarmos que a falta de experiência, em um momento de grandes incertezas no ambiente econômico internacional, pode trazer dificuldades consideráveis", afirma relatório do banco.

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