Maia defende veto a reajuste de servidores e articula manutenção

Nesta quarta-feira, Senado derrubou veto do presidente que impedia reajustes a servidores até o fim de 2021

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quinta-feira a manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste dos servidores públicos em votação prevista para mais tarde na Casa, após participar de reunião de lideranças do governo e de partidos.

"Estamos trabalhando para manter o veto em sessão hoje", disse Maia, em entrevista coletiva.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que é muito importante manter o veto, e alertou que a eventual derrubada do veto pelos deputados poderia comprometer o pagamento de futuras parcelas do auxílio emergencial.

O veto presidencial ao reajuste dos servidores foi derrubado pelo Senado em votação na véspera, mas ainda precisa ser analisado pelos deputados.

 

O presidente da Câmara e líderes de partidos do Centrão se reuniram na manhã desta quinta-feira para afinar a estratégia entre os deputados e manter o veto do presidente Jair Bolsonaro a uma proposta que abre margem para a concessão de reajuste a servidores públicos, segundo relataram à Reuters fontes a par das negociações.

Na véspera, senadores derrubaram o veto e falta ainda os deputados votarem, o que está previsto para ocorrer na tarde desta quinta a partir das 15 horas.

  1. A intenção, segundo uma das fontes, é montar uma espécie de força-tarefa para conseguir votos e manter logo o veto de Bolsonaro ao trecho do projeto que abre exceções à proibição de reajustes salariais de servidores até o fim de 2021 na sessão de quinta — e não adiar a votação novamente, como chegou a ser aventado.

A ida de Maia ao encontro, segundo a fonte, tem por objetivo mostrar que a defesa do ajuste das contas públicas e a manutenção do veto é uma causa com a qual importantes lideranças da Câmara estão comprometidas.

Um parlamentar que foi convocado para a reunião confirmou a intenção de articular a manutenção do veto.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que será "impossível" governar o Brasil caso a Câmara derrube o veto, já derrubado na véspera pelos senadores, e frisou que a responsabilidade não é só dele de ajudar o país a "sair do buraco".

A proibição da concessão de aumentos foi estabelecida como contrapartida ao auxílio federal de 60 bilhões de reais repassado a estados e municípios para o enfrentamento da crise do coronavírus.

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