Economia
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Kátia Abreu anuncia R$ 187,7 bilhões no Plano Safra 2015/16

"Se depender da agricultura, o Brasil poderá retomar o prumo do desenvolvimento econômico", disse a ministra


	Projeções mostram acréscimo de 50 milhões de toneladas na produção agrícola brasileira, além de mais 8 milhões de t em carne, nos próximos dez anos
 (Paulo Whitaker/Reuters)

Projeções mostram acréscimo de 50 milhões de toneladas na produção agrícola brasileira, além de mais 8 milhões de t em carne, nos próximos dez anos (Paulo Whitaker/Reuters)

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Célia Froufe, Victor Martins e Rafael Moura Reis

2 de junho de 2015, 13h06

Brasília - A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, divulgou nesta terça-feira, 02, o Plano Safra 2015/16, com recursos de R$ 187,7 bilhões para financiamento da produção. Em seu discurso, a ministra fez uma defesa da parceria entre o setor público e privado. Ela disse que as economias modernas e bem-sucedidas são as que combinam setor privado vigoroso e provêm infraestrutura necessária à iniciativa privada.

Kátia Abreu ponderou, no entanto, que o excesso de intervenção estatal "atrofia" o setor privado, mas a ausência do Estado pode inviabilizar o desenvolvimento da iniciativa privada. "Toda política publica tem custos para a sociedade, o que nem sempre fica claro é a relação enter custos e benefícios", afirmou.

A ministra destacou, ainda, que as projeções mostram acréscimo de 50 milhões de toneladas na produção agrícola brasileira, além de mais 8 milhões de t em carne, nos próximos dez anos. "Se depender da agricultura, o Brasil poderá retomar o prumo do desenvolvimento econômico", garantiu.

Logística

Kátia Abreu afirmou também que as deficiências de logística têm sido enfrentadas de forma decisiva. Segundo ela, uma série de iniciativas estão sendo tomadas e outras estão prestes a ser anunciadas pela presidente Dilma Rousseff. De acordo com a ministra, essas iniciativas irão "transformar" a situação de infraestrutura no País.

A ministra destacou ainda a importância de se investir no setor agropecuário. Segundo ela, para cada R$ 1 aplicado no setor, são gerados mais R$ 3 de valor adicionado. "Continuamos com o financiamento ao setor agropecuário porque sabemos da importância do aumento da produtividade", destacou.