Investimento direto no Brasil em outubro foi o menor para o mês desde 2009

Na comparação com o mesmo mês de 2019, a redução da entrada de recursos no país foi de 78%

O Investimento direto no país (IDP) em outubro registrou o menor resultado para o mês desde 2009, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o IDP foi de US$ 8,2 bilhões, a entrada de US$ 1, 8 bilhão em 2020 representa uma redução de 78%.

O número veio um pouco acima da expectativa do Banco Central, que esperava entrada de US$ 1 bilhão. Desde os primeiros efeitos da crise na economia, em abril, os montantes que entram no país como investimentos vem ficando abaixo do registrado nos últimos anos. Com mais risco e incertezas, os investidores tendem a reservar seus recursos para tempos mais estáveis.

Para efeitos de comparação, de janeiro até outubro de 2019, entraram US$ 57,6 bilhões no país, contra apenas US$ 32 bilhões no mesmo período deste ano. Na comparação entre os meses de 2020, só abril, com US$ 1,6 bilhão e agosto, com US$ 1,5 bilhão registraram uma entrada de recursos menor do que outubro.

O IDP engloba investimentos mais duradouros no país, como a expansão da capacidade produtiva de uma fábrica ou investimentos em uma nova filial de uma empresa estrangeira. Nos doze meses que terminaram em outubro, o IDP foi de US$ 43,5 bilhões (2,94% do PIB) contra US$ 49,9 bilhões (3,29% do PIB) no acumulado do mês anterior.

Os investimentos no mercado financeiro somaram US$ 5,5 bilhões em outubro, com US$ 2,8 bilhões em ações e fundos de investimentos e US$ 2,7 bilhões em títulos de dívida. Esse tipo de investimento é mais volátil e responde às idas e vindas do mercado nacional e internacional.

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