Não haverá interferência na administração, diz Infraero

Presidente da Infraero explicou que será criada concessionária para cada aeroporto leiloado, após assinatura de contratos, prevista para 17 de março

São Paulo - O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, disse nesta sexta-feira, 22, que a empresa não irá interferir na administração dos aeroportos leiloados.

Ainda segundo ele, a Infraero terá condições de cumprir com todos os investimentos que serão necessários para fazer frente à sua participação nos aeroportos e que, se necessário, entrará em todos os aumentos de capital, da mesma forma que tem participado dos aumentos de capital nos outros aeroportos já privatizados (Guarulhos, Campinas e Brasília).

O executivo explicou que será criada uma concessionária para cada aeroporto leiloado, após a assinatura dos contratos, prevista para acontecer em 17 de março.

Nessa concessionária a Infraero terá uma participação de 49%. "A Infraero tem sido financiada por aportes do Tesouro Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", destacou.

Segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, uma das maiores preocupações do governo é em relação à operação dos aeroportos durante a Copa do Mundo e, a Infraero seguirá como operadora dos dois aeroportos leiloados durante o evento esportivo.

Segundo o ministro, o governo já está trabalhando para garantir a qualidade dos serviços dos aeroportos. "Não estamos parados", disse. O presidente da Infraero destacou que estão sendo feitas obras para modernização e ampliação dos aeroportos.

Tarifas

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, disse que as tarifas praticadas pela Infraero nos dois aeroportos são teto para os novos administradores. Segundo ele, as tarifas podem cair caso o aeroporto queira, por exemplo, atrair pessoas para horários de menor movimento. "A flexibilização pelo privado é mais fácil do que no público", disse. O ajuste das tarifas será feito de forma anual de acordo com o IPCA.

Sobre o pagamento da primeira parcela referente à outorga da concessão, Guaranys explicou que ela ocorrerá 12 meses após a assinatura do contrato.

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