Inflação da zona do euro atinge novo recorde de 8,9% em julho

O resultado deste mês superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam estabilidade da taxa em 8,6%
Inflação na zona do euro: Apenas os custos de energia deram um salto anual de 39,7% em julho, impulsionados pelo conflito russo-ucraniano, após subirem 42% em junho (Eric Gaillard/Reuters)
Inflação na zona do euro: Apenas os custos de energia deram um salto anual de 39,7% em julho, impulsionados pelo conflito russo-ucraniano, após subirem 42% em junho (Eric Gaillard/Reuters)
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Estadão ConteúdoPublicado em 29/07/2022 às 09:28.

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro atingiu a máxima histórica de 8,9% em julho, superando o recorde anterior de 8,6% verificado em junho, ainda sob os efeitos da guerra da Rússia na Ucrânia, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

O resultado deste mês superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam estabilidade da taxa em 8,6%.

Apenas os custos de energia deram um salto anual de 39,7% em julho, impulsionados pelo conflito russo-ucraniano, após subirem 42% em junho.

O CPI recorde amplia pressões para que o Banco Central Europeu (BCE) siga elevando seus juros básicos. O BCE, que busca inflação constante de 2%, anunciou na semana passada um aumento de juros de 50 pontos-base, o primeiro desde 2011.

O núcleo do CPI, que desconsidera os preços de energia e de alimentos, teve acréscimo anual de 4% em julho. Neste caso, o projeção do mercado era de aumento de 3,8%.

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