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Inflação ao produtor no Brasil desacelera alta a 1,31% em novembro

O resultado levou o Índice de Preços ao Produtor (IPP) a acumular nos 12 meses até novembro avanço de 28,86%, quinto mês seguido em desaceleração e o menor valor desde fevereiro de 2021 (28,50%)
Inflação: O gerente da pesquisa no IBGE, Manuel Campos Souza Neto, explicou que os setores com maior impacto no índice de novembro sofreram influência do comércio internacional (Getty Images/FG Trade)
Inflação: O gerente da pesquisa no IBGE, Manuel Campos Souza Neto, explicou que os setores com maior impacto no índice de novembro sofreram influência do comércio internacional (Getty Images/FG Trade)
Por ReutersPublicado em 05/01/2022 09:54 | Última atualização em 05/01/2022 09:55Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Os preços ao produtor no Brasil desaceleraram a alta a 1,31% em novembro, de 2,26% em outubro, e a taxa acumulada em 12 meses chegou ao menor nível em quase um ano, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado levou o Índice de Preços ao Produtor (IPP) a acumular nos 12 meses até novembro avanço de 28,86%, quinto mês seguido em desaceleração e o menor valor desde fevereiro de 2021 (28,50%).

Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 17 tiveram variações positivas em novembro. As maiores influências no índice partiram de refino de petróleo e produtos de álcool (0,71 ponto percentual), outros produtos químicos (0,47 ponto), e indústrias extrativas (-0,31 ponto).

O gerente da pesquisa no IBGE, Manuel Campos Souza Neto, explicou que os setores com maior impacto no índice de novembro sofreram influência do comércio internacional.

“Derivados do petróleo em função dos aumentos do óleo bruto durante o ano, apesar da queda neste mês, e o setor extrativo devido a uma queda muito grande nos preços do minério de ferro”, disse ele em nota.

Os preços de derivados de petróleo e álcool aumentaram 6,63% no mês e chegaram a 80,13% em 12 meses. O setor químico apresentou avanço de 4,90%, acumulando alta de 60,69% em 12 meses. Já o setor extrativo teve queda de 5,21%.

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.