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Haddad dirá em Davos que ataques de golpistas são passado e que foco é a agenda econômica

Ministro da Fazenda embarca no domingo para a Suíça, onde representará o presidente Lula no Fórum Econômico Mundial

Fernando Haddad: ministro representará o presidente Lula, junto com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Fernando Haddad: ministro representará o presidente Lula, junto com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Agência O Globo

13 de janeiro de 2023, 19h43

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embarca neste domingo para Davos, na Suíça, com a missão de dizer aos participantes do Fórum Econômico Mundial Haddad que os ataques a prédios públicos por vândalos da extrema direita que queriam um golpe de Estado, ocorridos há quase uma semana, em Brasília, fazem parte do passado. Haddad afirmará que, neste momento, o governo brasileiro está plenamente focado no equilíbrio fiscal.

Haddad representará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Internamente, a ida de Marina a Davos é considerada um trunfo e uma resposta aos atores internacionais, de que as reformas econômicas que vão acontecer no Brasil estarão associadas à sustentabilidade e à preocupação com o aquecimento global.

Segundo um assessor do Ministério da Fazenda, o ministro vai reforçar aos participantes do evento que o Brasil está preparado para assumir o lugar que perdeu junto à comunidade internacional, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também explicará as medidas econômicas anunciadas na última quinta-feira e falará sobre o arcabouço fiscal brasileiro e a reforma tributária que ainda está em discussão entre os membros da equipe econômica.

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Até o momento, há mais de 50 pedidos de encontros bilaterais com o ministro da Fazenda brasileiro, cujas nacionalidades não foram reveladas. Segundo esse interlocutor, as solicitações partiram de autoridades "do mundo inteiro".

Na quinta-feira passada, Haddad anunciou medidas com o objetivo de acabar com o déficit primário (despesas acima das receitas, sem contar o pagamento dos juros), com impacto de R$ 231,5 bilhões este ano nas contas públicas. Uma delas é a criação do "Litígio Zero", com descontos e parcelamentos de dívidas de tributos com a União.

Não serão antecipadas novas medidas para a comunidade econômica internacional. O ministro se limitará a dizer que o governo Lula já trabalha em um arcabouço fiscal, com a adoção de novas regras até agosto — quando o Orçamento de 2024 será apresentado — para assegurar que existe responsabilidade na administração das contas públicas. Ele informará, ainda, que o governo está trabalhando em uma reforma cujo fim é a simplificação e a redução da carga tributária, reivindicação do empresariado brasileiro.

Os compromissos de Haddad em Davos acontecerão terça e quarta-feira. Na quinta-feira, ele retornará ao Brasil e ficará em São Paulo até o fim de semana, para depois embarcar para Brasília na segunda-feira.

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