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Guedes diz que questão da inflação está 'endereçada'

Para Guedes, é "natural" que a inflação no Brasil suba para algo "ao redor de 9%" em um contexto de aceleração global da inflação

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que a questão da inflação já está "endereçada". Nesta mesma sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses atingiu 10,25%.

Segundo Guedes, em um contexto de aceleração global da inflação, é "natural" que, num país onde os preços já costumam ter variação ao redor de 4%, o índice acabe subindo para algo "ao redor de 9%".

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Para argumentar isso, ele citou que nos Estados Unidos, onde a inflação costuma ser próxima de zero, a variação de preços beira os 5%.

O ministro citou a aprovação da autonomia formal do Banco Central como medida essencial para conter a alta de preços.

No mais recente ciclo de alta de juros, o Comitê de Política Monetária (Copom) levou a taxa básica de juro da mínima histórica de 2% para os atuais 6,25% ao ano.

"Vemos muitas reeleições em cima de exploração de ciclos econômicos, por meio do Banco Central. Nós fizemos a despolitização do Banco Central", disse Guedes, participante nesta sexta-feira de evento promovido pelo Itaú.

Programas sociais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que será necessário aumentar o valor de programas sociais porque comida e energia ficaram mais caras na pandemia. Em evento do Itaú BBA, ele afirmou que isso será feito mantendo a responsabilidade fiscal e o teto de gastos. "Os mercados se acalmarão quando entenderem que o compromisso fiscal não está em risco", comentou.

No evento, Guedes voltou a dizer que os recursos para isso virão da taxação de dividendos. "Não tenha vergonha de ser rico, tenha vergonha de não pagar impostos. Antes de comprar sua ilha privada, pague impostos", afirmou.

Guedes voltou ainda a criticar os economistas brasileiros e disse que é preciso treinamento em equilíbrio geral para entender os planos do governo. "Se os economistas tivessem treinamento em equilíbrio geral, veriam que estamos atuando em todas as frentes. No Brasil, vá para os fatos, não para o barulho. Barulho é política", afirmou. "Economistas brasileiros, entendam, nosso plano é de uma economia de mercado. Não há mais planejamento central, estamos privatizando e decentralizando."

Ele ressaltou que, mesmo com a pandemia, as despesas permanentes seguiram no mesmo nível neste ano e despesas transitórias de combate à covid-19 "desapareceram".

O ministro completou que a política fiscal está "no lugar" e a monetária fortalecida com a autonomia do BC. "Estamos desencadeando ondas de investimento privado com a aprovação de reformas", defendeu.

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