Governo deve anunciar novo corte de R$10 bi no Orçamento

Nesta segunda, o relatório de reprogramação orçamentária será anunciado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior

São Paulo - A novela sobre os cortes nas despesas do Orçamento deste ano terá seu último capítulo exibido nesta segunda-feira, 22, em Brasília.

O governo federal anuncia um bloqueio próximo a R$ 10 bilhões nos gastos deste ano, embora até este domingo, 21, técnicos do Ministério do Planejamento e do Tesouro Nacional estivessem finalizando as contas.

Ainda neste domingo setores do governo defendiam um corte inferior, de um dígito, enquanto outros segmentos desejavam um bloqueio de R$ 12 bilhões.

Nesta segunda o relatório de reprogramação orçamentária será anunciado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior.

Segundo a reportagem apurou, o governo vai reduzir a 3% a previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, o que deve diminuir a entrada de recursos fiscais nos cofres da Receita Federal. No entanto, uma redução significativa na arrecadação não está prevista no governo.

Além de uma melhora na arrecadação de impostos e tributos no segundo semestre, e nos últimos três meses do ano em especial, o governo deve elevar a previsão de receitas oriundas das concessões.

No Orçamento deste ano, o governo esperava a entrada de R$ 15 bilhões com as concessões ao setor privado. Mas essa rubrica deve ser elevada a R$ 20 bilhões. Todo esse dinheiro servirá para engordar a meta fiscal do governo.


Mesmo assim, os técnicos admitem que o compromisso público do governo de atingir a meta de poupar R$ 110,9 bilhões neste ano não deve ser cumprido.

Esta meta, equivalente a 2,3% do PIB, seria atingida com o abatimento de R$ 45 bilhões em investimentos e desonerações. Como, por lei, o governo pode descontar da meta deste ano até R$ 65,2 bilhões, muitos economistas envolvidos com a política fiscal avaliam que o governo deveria admitir que fará todo o desconto legal da meta - e, assim, economizar em 2013 apenas 1,8% do PIB.

Fontes graduadas da área econômica chegaram a defender internamente que o corte fosse suspenso.

Como os indicadores de produção industrial, vendas no varejo e contratação de mão de obra formal estão fracos desde o início do ano, e, ademais, o Banco Central está elevando a taxa básica de juros, alguns setores do governo avaliam que um corte adicional nas despesas seria "o último prego no caixão do crescimento".

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.