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G20 espera que situação econômica siga difícil em 2022 e possivelmente em 2023

"Não podemos desprezar o risco crescente de recessão econômica", afirmou Sri Mulyani

Sri Mulyani notou que o cenário é de alta inflação e crescimento fraco, além de riscos impostos pela guerra na Ucrânia e crise climática (Anadolu Agency/Getty Images)

Sri Mulyani notou que o cenário é de alta inflação e crescimento fraco, além de riscos impostos pela guerra na Ucrânia e crise climática (Anadolu Agency/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 13 de outubro de 2022, 17h12.

Última atualização em 13 de outubro de 2022, 17h18.

O G20 espera que a situação econômica ao redor do globo continue difícil neste ano e "possivelmente" no próximo, disse nesta quinta-feira, 13, a ministra das Finanças da Indonésia, país que preside as reuniões de 2022, Sri Mulyani Indrawati.

"Não podemos desprezar o risco crescente de recessão econômica", afirmou Sri Mulyani em discurso à imprensa nesta tarde. Em sua fala, a economista destacou que, sob a Presidência da Indonésia, a reunião de ministros das Finanças e banqueiros centrais do G20 deu "alguma esperança" de que resultados concretos podem ser construídos.

Sri Mulyani notou que o cenário é de alta inflação e crescimento fraco, além de riscos impostos pela guerra na Ucrânia e crise climática. Ela reiterou o compromisso do grupo em relação à sustentabilidade financeira e investimento em infraestrutura.

Já o presidente do Banco Central da Indonésia, Perry Warjiyo, disse que o G20 continua a debater sobre desenvolvimento dos mercados de criptoativos e a explorar ativos digitais que facilitem pagamentos entre fronteiras.

De acordo com o banqueiro central, o grupo segue comprometido em lidar com alta inflação ao redor do mundo e trabalha para calibrar ritmo do aperto monetário.

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