Fitch reduz perspectiva dos EUA de "estável" para "negativa"

Agência alertou para um risco alto de que a dívida e o déficit aumentem devido à crise do novo coronavírus

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou nesta sexta-feira, 31, a perspectiva da nota dos Estados Unidos para negativa, alertando para um risco alto de que a dívida e o déficit aumentem devido à crise do novo coronavírus.

"A perspectiva foi revista para negativa para refletir a atual deterioração das finanças públicas americanas e a ausência de um plano confiável de consolidação fiscal", informou a agência em um comunicado.

Os Estados Unidos mantiveram, no entanto, o triplo A, melhor classificação do ranking, com base em suas fortalezas estruturais, que incluem o tamanho de sua economia, a alta renda per capita e o dinâmico ambiente de negócios.

A economia americana é prejudicada duramente pela pandemia, que fez com que derretessem os empregos e o PIB, que no segundo trimestre registrou uma contração inédita de mais de 32%.

Com estes dados, o país entrou oficialmente em recessão, ao encadear dois trimestres consecutivos com quedas do PIB.

Para recuperar a economia e manter o consumo — motor do crescimento nos Estados Unidos —, o Congresso aprovou vários planos de estímulo para pessoas físicas e jurídicas que passaram de 2,2 trilhões de dólares.

Atualmente, o Congresso está negociando a liberação de mais ajuda em um momento em que expira um subsídio importante de 600 dólares semanais, pago aos desempregados, e enquanto o vírus avança sem controle.

"O alto déficit fiscal e a dívida já estavam crescendo no médio prazo antes do duro golpe econômico, precipitado pelo coronavírus", informou a agência classificadora.

A Fitch informou que há um "risco crescente" de que as autoridades políticas não consigam consolidar as finanças públicas o suficiente para "estabilizar a dívida" depois que passar o impacto da pandemia.

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