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Fed deve se mover rapidamente até 5% para depois reagir aos dados, diz dirigente

Bullard disse que os juros ainda não estão em território restritivo, mas estão quase lá, possivelmente quando "chegarmos pelo menos nos 5%"

Fed: O banqueiro central alertou que a inflação irá desacelerar em 2023 (o: Khanchit Khirisutchalual/Getty Images)

Fed: O banqueiro central alertou que a inflação irá desacelerar em 2023 (o: Khanchit Khirisutchalual/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

18 de janeiro de 2023, 14h01

O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em St. Louis, James Bullard, afirmou nesta quarta-feira, 18, que a instituição deve se mover rapidamente até atingir os 5%, para depois reagir aos dados.

"Temos que reagir aos dados que temos agora e não aos que teremos no futuro", destacou, em entrevista ao The Wall Street Journal. Segundo ele, o Fed deve reagir de forma forte, pois há risco de a inflação voltar, e aí o Fed teria que reagir de maneira mais forte ainda.

Além disso, Bullard disse que os juros ainda não estão em território restritivo, mas estão quase lá, possivelmente quando "chegarmos pelo menos nos 5%". Bullard disse que, em dezembro, a sua projeção é que as taxas cheguem na banda de 5,25% - 5,5% no final de 2023.

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O banqueiro central ainda alertou que a inflação irá desacelerar em 2023, mas não "tão rapidamente e drasticamente" quanto o mercado espera. "Ainda teremos 'alguma' inflação no final do ano. Núcleos de inflação não moderaram o tanto que o mercado avalia".

Dessa forma, para ele, o BC americano deve se manter mais 'hawkish' para garantir que a inflação está sob controle. "Preferimos errar pelo lado de mais aperto monetário", disse Bullard, que ainda destacou que as perspectivas de um "pouso suave" aumentaram.

Quando questionado sobre a alta dos salários, Bullard respondeu que ela não é a grande causa de inflação. Além disso, ele também comentou que o balanço patrimonial do Fed deve continuar a ser enxugado mesmo com o fim da alta de juros.