Febraban investirá US$ 180 mi no Ciências sem Fronteiras

Em quatro anos, Federação de Bancos vai financiar 6.500 bolsas de estudos

	Universidade de Harvard: Harvard, nos Estados Unidos, é uma das que recebe estudantes beneficiados pelo programa
Universidade de Harvard: Harvard, nos Estados Unidos, é uma das que recebe estudantes beneficiados pelo programa
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Lecticia MaggiPublicado em 21/09/2012 às 21:49.

São Paulo - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) vai investir 180 milhões de dólares nos próximos quatro anos no financiamento de 6.500 bolsas do programa Ciência sem Fronteiras, que oferece benefícios a estudantes brasileiros que queiram cursar graduação e pós-graduação no exterior. O anúncio foi feito nesta sexta-feira durante cerimônia em São Paulo que teve a presença dos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante.

Segundo Murilo Portugal, presidente da Febraban, 10% do recurso será entregue ao programa já na próxima semana e vai atender 650 estudantes. O restante será pago nos próximos três anos. O governo afirma que esta é maior contribuição já feita por um patrocinador privado ao programa.

Mercante disse que a meta do programa é atingir o custeio de 20.000 bolsas até o fim deste ano. Até 2015, devem ser oferecidas 101.000 benefícios, sendo que 75.000 serão pagos pelo governo e o restante, pela iniciativa privada. Entre as instituições internacionais que fazem parte do programa estão a Universidade Harvard, Yale, Columbia e o MIT.

Para concorrer a uma bolsa na modalidade "sanduíche", em que parte da graduação é feita no Brasil e parte no exterior, o estudante precisa ter obtido ao menos 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e cursar alguma das 18 áreas prioritárias do programa (confira lista). “É um programa centrado na meritocracia, em que os melhores alunos são selecionados e o único compromisso que têm é o de voltar ao Brasil e concluir a graduação aqui. Queremos formar inteligência", afirmou Mercadante.