Estímulo fiscal da zona do euro em 2021 supera EUA, diz UBS

Peso fiscal deve ser facilmente compensado pelo crescimento do setor privado, desde que os programas de vacinação sejam bem-sucedidos

Ao contrário da teoria convencional, a zona do euro vai se beneficiar mais com os estímulos fiscais este ano do que os Estados Unidos, segundo o UBS.

Arend Kapteyn, responsável global por economia e pesquisa estratégica, diz que comparar diretamente o tamanho do pacote de US$ 1,9 trilhão do presidente dos EUA, Joe Biden, com as várias medidas nacionais da zona do euro e seu fundo de recuperação conjunto de 750 bilhões de euros (US$ 885 bilhões) é equivocado.

O que importa para o crescimento do PIB é a variação no estímulo fiscal em comparação com o ano anterior. Embora os EUA tenham aprovado um estímulo muito considerável, uma grande parte dele apenas substitui o estímulo do ano passado.

Arend Kapteyn, responsável global por economia e pesquisa estratégica da UBS

Kapteyn também diz que apenas cerca de 65% da ajuda dos EUA será desembolsada em 2021, e que parte dos gastos da zona do euro em 2020 será registrada neste ano. A conclusão, avalia, é que os EUA têm um impulso fiscal positivo de 0,5% do PIB neste ano, enquanto a zona do euro tem o dobro. Ambos são muito melhores do que a cifra global de -1,1% da produção, de acordo com o UBS Global Fiscal Stimulus Tracker.

Kapteyn diz que o peso fiscal deve ser facilmente compensado pelo crescimento do setor privado, desde que os programas de vacinação sejam bem-sucedidos e as restrições de mobilidade sejam suspensas.

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