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Desemprego recua para 8,1% em novembro e tem menor taxa em 7 anos

O número de desocupados caiu para 8,7 milhões, menor contingente desde o trimestre terminado em junho de 2015

Desemprego: desocupados atinge menor número em 7 anos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Desemprego: desocupados atinge menor número em 7 anos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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André Martins

19 de janeiro de 2023, 10h02

A taxa de desemprego no Brasil caiu de 8,9% no trimestre encarrado em agosto para 8,1% em novembro. Essa taxa representa queda de 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 3,5 pontos percentuais na comparação com novembro de 2021(11,6%). 

A pesquisa mostra que há 8,7 milhões de brasileiros procurando uma vaga de emprego, o menor contingente desde o trimestre terminado em junho de 2015. Foram menos 953 mil pessoas desocupadas em comparação com o trimestre terminado em agosto e 29,5% (menos 3,7 milhões de pessoas) na comparação com novembro de 2021.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira, 19, pelo IBGE.

Segundo o IBGE, a queda do desemprego tem relação com o aumento de 0,7% na ocupação no período, recorde da série histórica, iniciada em 2012. O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado subiu 2,3% frente ao trimestre anterior e 7,5% na comparação anual. A taxa de informalidade caiu e ficou em 38,9% contra 39,7% em relação ao período anterior.

A pesquisa mostra que "a taxa de desocupação vem caindo de forma significativa há seis trimestres móveis consecutivos". Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, as quedas sucessivas na taxa foram explicadas pelo aumento no número de pessoas ocupadas, em um movimento de recuperação do mercado de trabalho observado desde 2021. 

"Houve essa expansão da população ocupada, primeiramente dos trabalhadores informais e, depois, do emprego com carteira assinada nos mais diversos grupamentos de atividades, como comércio e indústria. Mais recentemente, também houve aumento nos serviços, que exercem um papel importante na recuperação da população ocupada no país”, explica. 

A renda média real do trabalhador, descontada a inflação, foi de R$ 2.787, alta de 3% em relação ao trimestre encerrado em novembro. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento foi de 7,1%. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 2.787 bilhões no trimestre até novembro, alta de 7,1% em relação ao mesmo período do mês anterior, de acordo com o IBGE.

“A massa de rendimento vem crescendo ao longo do ano. No trimestre encerrado em novembro, o crescimento foi influenciado simultaneamente pela expansão no número de trabalhadores e pelo aumento do rendimento médio real”, destaca Beringuy. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, houve aumento de 13,0%, um acréscimo de R$ 31,4 bilhões.

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