Economia

Desemprego fica em 19% em 2002, a maior taxa desde 1999

Em 2002, a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo apresentou expressivo crescimento, passando de 17,6%, em 2001, para os atuais 19,0% da população economicamente ativa (PEA). Os resultados foram divulgados pelo Convênio SEADE DIEESE, para a Pesquisa de Emprego e Desemprego. É o segundo patamar mais elevado desde 1985, inferior apenas […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h03.

Em 2002, a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo apresentou expressivo crescimento, passando de 17,6%, em 2001, para os atuais 19,0% da população economicamente ativa (PEA). Os resultados foram divulgados pelo Convênio SEADE DIEESE, para a Pesquisa de Emprego e Desemprego.

É o segundo patamar mais elevado desde 1985, inferior apenas ao observado em 1999 (19,3%). Tal movimento deveu-se ao fraco desempenho na geração de novas vagas (29.000), insuficiente para absorver o contingente de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho regional (195.000 pessoas). Estima-se que 1.788.000 pessoas estavam desempregadas no período em análise.

A relativa estabilidade (0,4%) do nível de ocupação em 2002 interrompeu o movimento de recuperação observado em 2000 e 2001 e resulta do aumento da ocupação no Agregado Outros Setores (27.000 pessoas) e na Indústria (13.000), uma vez que o Comércio (-3.000) e os Serviços (-8.000) mantiveram-se praticamente estáveis. Segundo a forma de inserção, destaca-se o crescimento do trabalho autônomo (44.000) e do emprego doméstico (18.000).

Seguindo tendência verificada nos quatro anos anteriores, o rendimento médio caiu 8,3%, em 2002, passando a corresponder a R$ 889, valor 28,3% menor que o registrado em 1997. O salário médio também manteve trajetória decrescente, apresentando redução de 7,5%, a maior nos últimos cinco anos.

Em 2002, a taxa de participação passou de 62,9%, em 2001, para os atuais 63,5%, devido tanto ao aumento da taxa de participação feminina no mercado de trabalho, que cresceu de 53,8% para 54,4%, como da masculina, que passou de 72,9% para 73,4%.

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