• AALR3 R$ 20,07 -0.64
  • AAPL34 R$ 68,92 3.20
  • ABCB4 R$ 16,74 0.30
  • ABEV3 R$ 14,10 0.57
  • AERI3 R$ 3,85 5.77
  • AESB3 R$ 10,95 2.34
  • AGRO3 R$ 30,96 0.72
  • ALPA4 R$ 20,80 1.66
  • ALSO3 R$ 19,47 2.42
  • ALUP11 R$ 27,24 1.64
  • AMAR3 R$ 2,48 2.90
  • AMBP3 R$ 31,15 3.66
  • AMER3 R$ 24,11 2.73
  • AMZO34 R$ 66,30 -0.51
  • ANIM3 R$ 5,55 1.83
  • ARZZ3 R$ 79,40 -2.41
  • ASAI3 R$ 16,00 0.25
  • AZUL4 R$ 21,94 3.98
  • B3SA3 R$ 12,15 0.91
  • BBAS3 R$ 38,56 4.22
  • AALR3 R$ 20,07 -0.64
  • AAPL34 R$ 68,92 3.20
  • ABCB4 R$ 16,74 0.30
  • ABEV3 R$ 14,10 0.57
  • AERI3 R$ 3,85 5.77
  • AESB3 R$ 10,95 2.34
  • AGRO3 R$ 30,96 0.72
  • ALPA4 R$ 20,80 1.66
  • ALSO3 R$ 19,47 2.42
  • ALUP11 R$ 27,24 1.64
  • AMAR3 R$ 2,48 2.90
  • AMBP3 R$ 31,15 3.66
  • AMER3 R$ 24,11 2.73
  • AMZO34 R$ 66,30 -0.51
  • ANIM3 R$ 5,55 1.83
  • ARZZ3 R$ 79,40 -2.41
  • ASAI3 R$ 16,00 0.25
  • AZUL4 R$ 21,94 3.98
  • B3SA3 R$ 12,15 0.91
  • BBAS3 R$ 38,56 4.22
Abra sua conta no BTG

Deputados da Argentina aprovam taxação de grandes fortunas

Governo de Alberto Fernández espera arrecadar cerca de US$ 3 bilhões com o "imposto aos milionários", enquanto a oposição chama o projeto de "confiscatório"
O "imposto aos milionários" ainda precisa ser avaliado pelo Senado (Getty Images/JUAN MABROMATA)
O "imposto aos milionários" ainda precisa ser avaliado pelo Senado (Getty Images/JUAN MABROMATA)
Por Isabela Rovaroto, AFPPublicado em 18/11/2020 11:53 | Última atualização em 18/11/2020 12:05Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nas primeiras horas desta quarta-feira (18) o projeto de lei que cria um imposto sobre grandes fortunas. A proposta foi aprovada por 133 votos a favor, 115 contra e duas abstenções, de acordo com a imprensa local. O texto ainda precisa ser avaliado pelo Senado.

O projeto é uma iniciativa do governo de Alberto Fernández para uma taxação extraordinária de grandes fortunas, com a qual espera arrecadar cerca de 3 bilhões de dólares. Batizado de "imposto aos milionários", que a oposição rejeita por ser "confiscatório", conta em princípio com os votos necessários para obter a aprovação da Câmara Baixa e deverá em seguida ser debatido no Senado, vários meses após ter sido apresentado no Congresso.

"Tal é o nível de concentração de riqueza em poucas mãos que essa contribuição recai sobre menos de 0,02% da população. Cerca de metade do que for arrecadado será de contribuição de apenas 252 pessoas, que estão no topo da pirâmide", disse a deputada Fernanda Vallejos.

A contribuição obrigatória única tributará as pessoas cujos ativos declarados excedam 200 milhões de pesos (2,35 milhões de dólares) com uma taxa progressiva de até 3,5% para ativos na Argentina e até 5,25% sobre bens fora do país.

Estima-se que a contribuição atingirá entre 9.000 e 12.000 pessoas em um país com 40,9% de seus 44 milhões de habitantes em situação de pobreza e com uma taxa de desemprego de mais de 10%. A Argentina ainda não superou uma recessão que se arrasta desde 2018 e se viu agravada pela pandemia.

O governo espera que a taxação das grandes fortunas ajude a fortalecer a frente fiscal, após oito meses em que o Estado destinou milhões de dólares em ajuda ao setor privado para amenizar os efeitos econômicos das restrições impostas para combater o avanço do coronavírus. A Argentina registra 35.000 mortes e 1,3 milhão de infecções pela covid-19 desde março.

Militantes peronistas realizaram caravanas de veículos e marchas a pé, respeitando o distanciamento social, durante todo o dia pelo centro de Buenos Aires e pelo Congresso em apoio ao projeto.

O que diz o projeto?

O projeto prevê que a contribuição será única e declara finalidades específicas para o dinheiro arrecadado, como programas de desenvolvimento e produção de pequenas e médias empresas, projetos de educação e bolsas de estudo e compra de equipamentos médicos.

20% do que for arrecadado será usado em material médico para atendimento de emergência sanitária devido à pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas, 15% para programas de desenvolvimento social, 20% para bolsas de estudo e 25% para programas de desenvolvimento de gás natural.

A lei prevê alíquotas mais altas para bens localizados no exterior, mas proporcionará alívio para quem decidir repatriá-los total ou parcialmente.

Rejeição

A oposição liberal do Juntos por el Cambio (Juntos pela Mudança) rejeitou a iniciativa e a classificou de "confiscatória", enquanto setores da esquerda anteciparam sua abstenção.

"A Argentina já tem muitos impostos e uma sonegação altíssima. Ao invés de criar novos impostos, o que se deve fazer é uma arrecadação eficiente dos impostos já existentes", argumentou o deputado da oposição Álvaro González.

No entanto, o partido no poder tem os votos necessários para garantir a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, mas dependerá de aliados para que o Senado o transforme em lei.

"A oposição procura argumentos que vão contra o objetivo deste projeto, dizem que é um imposto, mas é uma contribuição extraordinária e única por causa da pandemia", garantiu o deputado peronista José Luis Ramón, um aliado do governo.

O setor empresarial também está dividido. Associações de grandes empresas rejeitam a iniciativa, enquanto pequenas e médias empresas veem o projeto com bons olhos.

"A iniciativa vai acabar descapitalizando as empresas que investem, produzem e sustentam empregos em um contexto de emergência sanitária", reclamou a poderosa União Industrial Argentina, embora a contribuição seja para grandes fortunas e não imposta às empresas.