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Custo de vida na região metropolitana de São Paulo cresce 1,09% em março

Aumento do custo de vida se deu pelas variações nos combustíveis e nos itens de materiais de construção
 (Exame/André Lessa)
(Exame/André Lessa)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 26/04/2021 12:15 | Última atualização em 26/04/2021 12:17Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) cresceu 1,09% em março, contra o aumento de 0,91% em fevereiro, apontou a pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Segundo a entidade, o aumento se deu pelas variações nos combustíveis e nos itens de materiais de construção, e não mais pelos preços de alimentos e bebidas, como vinha acontecendo.

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O aumento já era esperado pela Federação e se explica principalmente pelos fortes reajustes nos preços da gasolina (10 11%), do diesel (10,53%) e do etanol (8,56%), que, juntos, fizeram com que a variável Transportes, da pesquisa, registrasse aumento de 3,53% em março. Para além dos combustíveis, a alta no grupo Habitação, de 1,64%, somada à do grupo Artigos do Lar (1 41%), colaborou para o resultado de março.

No geral, o custo de vida subiu 2,10% em 2021 para as famílias da RMSP, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses, a alta já é de 6,27%. O maior impacto, seguindo a tendência observada, é previsto para as famílias mais pobres. Entre março de 2020 e de 2021, o custo de vida para classe E na RMSP subiu 8,54%, enquanto para a classe A, 4,79%. Porém, a classe mais impactada foi a C, cujo custo de vida subiu 6,63% no intervalo de um ano.

Na avaliação da FecomercioSP, o atual cenário é de forte demanda por produtos ligados a reformas e construção civil, mas de pouca oferta. Fenômeno semelhante se observa no caso dos artigos domésticos, como aparelhos televisores e computadores, que, por faltas de insumos para produção e de peças de reposição, além do desequilíbrio do câmbio, tiveram alta de 4,06% e 3,49% em março.

Alimentos

Após o aumento de 1,02% em fevereiro, o grupo de Alimentos desacelerou em março, fechando o mês em alta de 0,16%. O alívio é muito pequeno para o bolso dos consumidores, que, porém, puderam encontrar itens com quedas expressivas, como a cenoura (-14,73%), o tomate (-13,96%) e a laranja (-13,35%).

Para a Federação, no entanto, o resultado deve ser balizado pelos impactos que o aumento dos combustíveis têm sobre os alimentos. Embora não tenham subido tanto, eles tendem a permanecer em alta por causa da variação nas cadeias logísticas, cujos custos também são repassados ao consumidor.

Outro dado importante é que, apesar de ter permanecido ligeiramente estável em março, o grupo de Alimentação e Bebidas ainda é o mais inflacionado no acumulado dos 12 meses: alta de 11,76%, seguido pelos Artigos do Lar (11,47%) e pelos Transportes (9,01%). Levando em conta só o ano de 2021, a variável que mais cresceu foi a de Transportes (5,99%).

Varejo e serviços

O Índice de Preços no Varejo (IPV) também segue inflacionado e registrou alta de 1,96% em março, colaborando para o crescimento acumulado de 2021, chegando a 4,10%. No intervalo entre março de 2020 e de 2021, a variação já é de 11,37%.

Os grupos mais inflacionados em março foram os de Transportes (5 39%) e de Habitação (4,94%). Considerando os últimos 12 meses, porém, os preços da variável Alimentação e Bebidas seguem se sobressaindo: alta de 19,73%, à frente de Habitação (14,52%) e Transportes (14,29%).