Economia

CPI: inflação nos EUA fica estável em 0,3% em maio; taxa anual é de 3,3%

Índice de preços ao consumidor do país é um indicadores que ajudam o Fed a definir o futuro da taxa de juros no país

Inflação: cliente faz compras em supermercado Safeway, na Califórnia (Justin Sullivan/AFP)

Inflação: cliente faz compras em supermercado Safeway, na Califórnia (Justin Sullivan/AFP)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de macroeconomia

Publicado em 12 de junho de 2024 às 09h33.

Última atualização em 12 de junho de 2024 às 13h28.

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) dos Estados Unidos subiu 0,3% em maio, informou nesta quarta, 12, o Departamento de Estatísticas do Trabalho. Houve estabilidade em relação a abril, quando o indicador também avançou 0,3%.

Nos últimos 12 meses, a taxa subiu 3,3%. Em abril, o índice anualizado estava em 3,4%. O núcleo do CPI, que exclui comida e energia, avançou 0,2% em maio.

No último mês, o custo da gasolina no país caiu 3,6%, o que puxou o índice de energia para uma queda de 2%. Entre as altas, destaque para os custos de moradia, que subiram 0,4%, mesma alta do valor da comida fora de casa. Já o custo de comer em casa se manteve inalterado.

A inflação nos EUA chegou a 9,1% ao ano em junho de 2022, na esteira da crise gerada pela pandemia. A queda no índice, no entanto, teve uma estagnação nos últimos meses, com o indicador oscilando na faixa de 3,5% ao ano. A meta do Fed, o banco central americano, é trazer a inflação para 2%.

Nesta quarta, na parte da tarde, o Fed anunciará se mantém, amplia ou reduz a taxa de juros dos EUA, após uma reunião de seu comitê de política monetária. A taxa está atualmente entre 5,25% e 5,5% ao ano.

A demora na queda da inflação tem feito com que o Fed mantenha os juros mais altos nos EUA. Essa situação fortalece o dólar frente a outras moedas, atrai mais capitais ao país e afeta outras partes do mundo, como o Brasil, que passam a ter mais dificuldade para captar recursos. A alta nos juros americanos também influencia a queda na taxa de juros do Brasil.

Para o Bank of America, os dados de maio vieram muito mais suaves do que as expectativas do mercado, incluindo as do próprio banco. No entanto, a entidade manteve a previsão de que o Fed deve iniciar o ciclo de cortes de juros apenas em dezembro.

O Itaú avalia que os dados do CPI surpreenderam para baixo e "ajudam o Fed a indicar que um corte em setembro estará em aberto", segundo análise do banco.

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