Colômbia lutará para manter grau de investimento, diz ministro

Indicado esta semana para a pasta da Fazenda no país, o novo ministro afirmou que há consenso crescente no Congresso sobre a necessidade de aumentar impostos

A Colômbia está determinada a reduzir o déficit fiscal e defender seu grau de investimento, disse o novo ministro da Fazenda do país.

José Manuel Restrepo, que foi indicado esta semana, disse que há um consenso crescente entre líderes do Congresso sobre a necessidade de aprovar aumentos de impostos, tanto para financiar gastos com assistência social quanto para reduzir o endividamento. O governo trabalha o mais rápido possível para enviar a proposta ao Congresso e aprová-la antes do final das sessões legislativas em junho, disse.

“A Colômbia, com esta proposta que estamos construindo, tem absolutamente claro que queremos manter o grau de investimento”, disse Restrepo em entrevista por vídeo na quarta-feira. “Este é um país que historicamente tem sido responsável com suas finanças públicas.”

Restrepo concedeu a entrevista depois de outra noite de caos, em que manifestantes atearam fogo em delegacias de Bogotá e destruíram estações do sistema de ônibus de transporte coletivo da cidade. O país é palco de protestos desde o mês passado contra a proposta de aumentos de impostos, e as manifestações continuaram mesmo depois que o governo retirou o projeto de lei da reforma tributária do Congresso e após a renúncia de Alberto Carrasquilla. antecessor de Restrepo.

Mais manifestações são esperadas nesta quarta-feira.

O governo descartou algumas das propostas mais impopulares, e o novo projeto de lei não ampliará o imposto sobre valor agregado nem introduzirá um imposto de renda adicional para salários da classe média. O ônus recairá principalmente sobre os que ganham muito e sobre as empresas, disse Restrepo.

“Não queremos prejudicar a classe média”, disse.

A Colômbia é um dos primeiros grandes mercados emergentes a tentar aumentar os impostos para enfrentar os danos causados pela pandemia. Restrepo disse que, com a arrecadação de 14 trilhões de pesos ou cerca de 1,1% do PIB, a Colômbia poderá “garantir a sustentabilidade fiscal no médio e longo prazo”.

O novo projeto da reforma tributária também incluirá modificações na chamada regra fiscal, que restringe a capacidade do governo de se endividar. O plano vai propor limites para a relação dívida/PIB, disse.

“A Colômbia está ciente de que deve necessariamente garantir a estabilidade de suas finanças públicas e a estabilidade do ponto de vista social”, disse o ministro. “As duas coisas estão intimamente ligadas, porque o crescimento a longo prazo também está associado à garantia dessa estabilidade social.”

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