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Real desvalorizado afeta confiança de empresários, diz CNC

A confiança caiu 11,6% em agosto

Rio de Janeiro - A desvalorização do real influenciou a piora na confiança do empresário do comércio em agosto, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira, 4, houve queda de 11,6% na percepção das Condições Atuais da economia. Os dados foram divulgados hoje no índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec). Houve recuo também nas expectativas dos empresários quanto à economia, de 2,5%.

Para o setor, o primeiro semestre representou uma forte desaceleração no volume de vendas. No acumulado do ano, a retração da confiança na economia chega a 29%. "Os impactos decorrentes da desvalorização do real contribuíram significativamente para a deterioração da percepção das condições correntes nos três quesitos avaliados", informa o relatório da CNC.

A pesquisa também registrou uma expectativa de menor crescimento da economia para 2013. Entre os indicadores que compõem o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (Ieec), a expectativa com a economia apresentou queda de 5,4%, a maior no ano.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) recuou 0,2%. Entretanto, o indicador aponta para uma alta nas contratações, de 2,2% na intenção de contratação em agosto. Foi o único indicador positivo de toda a pesquisa, embora também registre uma desaceleração. No acumulado do primeiro semestre, a intenção de contratação era de 4,6%.

Houve queda nos estoques (-0,3%) e nos investimentos (-2,9%). Segundo o economista Fábio Bentes, a redução "leva os estoques a se aproximarem de um patamar adequado, pois a queda vem perdendo força mês a mês." O economista também comentou os resultados da pesquisa. "É um resultado muito ruim, o terceiro patamar mais baixo da série histórica na confiança do empresário", avaliou.

Segundo Bentes, a pesquisa foi feita antes da divulgação do PIB, na última sexta-feira, 30. "Ainda assim, mesmo com a melhora no segundo trimestre, há uma perspectiva de crescimento menor do que o imaginado em 2012. É muito decepcionante o desempenho da economia."

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