Economia

Cidade dos EUA usará impostos da maconha contra desigualdade

A cidade de Aurora vai utilizar a legalização da maconha como ferramenta para diminuir a desigualdade social da região


	Maconha: cidade de Aurora espera arrecadar US$ 4,5 milhões em vendas de maconha nos próximos dois anos
 (Reuters/Blair Gable)

Maconha: cidade de Aurora espera arrecadar US$ 4,5 milhões em vendas de maconha nos próximos dois anos (Reuters/Blair Gable)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de maio de 2016 às 09h06.

A cidade de Aurora, no Colorado (Estados Unidos), vai utilizar a legalização da maconha como ferramenta para diminuir a desigualdade social da região, direcionando parte dos impostos arrecadados para organizações que ajudam a inclusão social de moradores de rua.

De acordo com o High Times, o conselho da cidade decidiu destinar US$ 220.000 (ou R$ 770.638, de acordo com a cotação do Banco Central desta segunda-feira) do total arrecadado com a legalização da maconha para a Colfax Community Network, organização sem fins lucrativos que conecta pessoas que vivem em motéis e moradias provisórias a serviços comunitários.

A ONG utiliza o repasse do dinheiro arrecadado com a venda legalizada da maconha para promover programas de assistência à população sem moradia.

Ficou determinado o repasse de US$ 3 milhões, o equivalente a R$ 10.508.700, para financiar serviços de assistência aos desabrigados. Metade desta quantia será depositada ainda neste ano e os outros US$ 1,5 milhão serão repassados entre 2017 e 2018.

A cidade de Aurora espera arrecadar US$ 4,5 milhões em vendas de maconha nos próximos dois anos.

O Colorado foi o primeiro estado dos EUA a legalizar a produção e comércio da maconha para fins recreativos. Só no ano fiscal encerrado em junho de 2015, foram declaradas mais de US$ 70 milhões de receitas geradas, quase o dobro dos US$ 40 milhões previstos.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosEstados Unidos (EUA)ImpostosLeãoMaconha

Mais de Economia

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam

Brasil perdeu quase 10% das rotas aéreas e situação poderá piorar, diz entidade

Aeroportos da América Latina estão supercongestionados, diz entidade; veja quais são