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Chuvas devem interromper embarques de açúcar em portos

Os principais portos exportadores do país enfrentarão mais atrasos nos embarques de açúcar nesta semana devido à chuva

 (EXAME.com)

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Peter Murphy

22 de setembro de 2017, 15h36

Brasília -  Os dois principais portos exportadores do país, cujas docas estão abarrotadas de longas filas de navios, enfrentarão mais atrasos nos embarques de açúcar nesta semana devido à chuva, informou nesta segunda-feira o serviço de meteorologia Somar.

Os importadores estão recorrendo ao produto brasileiro depois de decepcionantes safras na Ásia no ano passado. E os países muçulmanos tentam emitir ordens de compra antes que diminua a atividade comercial em agosto.

Na semana passada, a agência Williams disse que a fila de navios que esperam para carregar açúcar aumentou de 113 para 123. As embarcações que transportam a commodity em grandes quantidades demoram até um dia e meio para carregar, mas não podem trabalhar no clima úmido porque afetaria os carregamentos.

"Agora está chovendo em Santos (desde domingo) e deverá continuar assim até o próximo sábado", disse Marco Antonio, meteorologista da Somar, acrescentando que a mesma situação climática atinge Paranaguá.

O chefe de operações portuárias de Paranaguá, Luiz Teixeira da Silva, disse à Reuters que as chuvas já estavam interrompendo os embarques.

Volume recorde

Dados comerciais do governo mostraram nesta segunda-feira que os portos brasileiros embarcaram um volume recorde de açúcar em julho, a 2,9 milhões de toneladas, superando a máxima anterior de 2,55 milhões de toneladas em setembro do ano passado.

Apesar das longas filas, ambos os portos sustentam que seus terminais de açúcar são adequados para a produção brasileira da commodity e dizem que os atrasos são o resultado da intensa demanda.