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Choques de rendas levarão o Reino Unido à recessão, diz presidente do BC inglês

Segundo Bailey, o BoE não tinha conhecimento sobre o plano e não houve discussão com o governo sobre o ritmo de venda de ativos do BOE

O banqueiro central também ressaltou que, no momento, não há razão para mudar as taxas de remuneração das reservas (AFP/AFP)

O banqueiro central também ressaltou que, no momento, não há razão para mudar as taxas de remuneração das reservas (AFP/AFP)

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Estadão Conteúdo

29 de novembro de 2022, 16h15

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, afirmou nesta terça-feira, 29, que choques de rendas levarão o Reino Unido à recessão. O banqueiro central comentou que o mercado de Gilts, como são conhecidos os títulos emitidos pelo governo britânico, ainda não voltou ao normal e que, portanto, prefere observar o que acontece com as vendas atualizadas antes de decidir o programa do ano que vem.

Bailey também destacou que não há motivos para que o BC não consiga reduzir a carteira de Gilts em 80 milhões de libras em 1 ano.

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Ele também falou nesta terça, no Comitê dos Lordes do Reino Unido, sobre o mini-orçamento proposto pelo governo de Liz Truss ex-primeira-ministra.

Segundo Bailey, o BoE não tinha conhecimento sobre o plano e não houve discussão com o governo sobre o ritmo de venda de ativos do BOE.

Além disso, ele afirmou que a compra de Gilts de longo prazo, como resposta ao plano fiscal de Truss, não pode ser considerado uma forma de relaxamento monetário.

O banqueiro central também ressaltou que, no momento, não há razão para mudar as taxas de remuneração das reservas.

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