Agro em 2026: combinação de margens apertadas, juros elevados e volatilidade política — impulsionada pelas eleições presidenciais — deve testar a resiliência dos produtores rurais (Freepik)
Repórter
Publicado em 3 de março de 2026 às 09h21.
A variação de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) coloca o Brasil em 39º lugar em comparação com o avanço da atividade econômica de 60 países no quarto trimestre de 2025, segundo projeções compiladas por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
O cálculo se baseia no valor corrente do PIB e nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para as principais economias globais.
O resultado do trimestre coloca o Brasil à frente de economias como Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão, países que integram as dez maiores economias do mundo, mas atrás de Estados Unidos e China.
O país que mais cresceu no período foi Taiwan, com alta de 5,4%, seguido por Singapura (2,1%) e Malta (2,1%). Fecham as cinco economias que mais cresceram no período: Tailândia (2,5%) e Lituânia (1,7%).
O PIB totalizou R$ 12,7 trilhões, segundo o IBGE. O PIB per capita atingiu R$ 59.687,49, com alta real de 1,9% frente a 2024.
As três grandes atividades avançaram: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%).
Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços responderam por 72% do volume do Valor Adicionado no ano, segundo Rebeca Palis, do IBGE.
A Agropecuária foi impulsionada por recordes de produção de milho (23,6%) e soja (14,6%).
Na Indústria, as Indústrias Extrativas cresceram 8,6%, enquanto as Indústrias de Transformação recuaram 0,2%. Nos Serviços, todas as atividades tiveram resultado positivo.
O Consumo das Famílias cresceu 1,3%, abaixo dos 5,1% de 2024, refletindo os efeitos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo avançou 2,1%.
A Formação Bruta de Capital Fixo subiu 2,9%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, e a taxa de poupança, em 14,4%.
No quarto trimestre, o PIB variou 0,1% frente ao terceiro. Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%) cresceram, enquanto a Indústria recuou 0,7%.
A próxima divulgação, referente ao 1º trimestre de 2026, será em 29 de maio.