Economia

Brasil está à frente no uso de IA, diz economista-chefe da Visa

Joel Virgen diz que país é um bom ambiente para teste de novos produtos

Joel Virgen, economista-chefe da Visa para a América Latina (Divulgação)

Joel Virgen, economista-chefe da Visa para a América Latina (Divulgação)

Publicado em 4 de abril de 2026 às 09h00.

Para Joel Virgen, economista-chefe da Visa para a América Latina, o Brasil está mais à frente na adoção de inteligência artificial, na comparação com outros países emergentes.

"O Brasil, neste momento, em quase todas as métricas e índices de adoção de IA, está ligeiramente acima de seus principais concorrentes", disse Virgen, em entrevista à EXAME.

"Existem desafios, e vocês estão em uma posição melhor. Vocês partem de uma base mais sólida do que outros pares que talvez tenham estruturas semelhantes à do Brasil", prossegue.

A Visa faz testes de novas tecnologias no país. Em março, foi feita a primeira transação executada por agentes de IA.

"O Brasil é um dos primeiros países do mundo a testar a solução que desenvolvemos no ano passado e um dos primeiros países em que queremos implementar um ambiente de testes para a Visa", afirmou.

"O Brasil faz parte de um arquétipo com o qual estamos trabalhando, juntamente com a Índia e outros países, porque possui um ambiente bastante disruptivo no que se trata de pagamentos e tecnologia financeira", prosseguiu.

Efeitos para a economia global

Joel disse ainda que, apesar de choques como a Guerra do Irã, o avanço da IA seguirá sendo um motor para o avanço da economia global, embora ainda em uma etapa inicial.

"Neste momento, tudo gira em torno de investimento e inovação, provavelmente ainda não se concentrando em produtos em geral ou em ganhos generalizados na atividade de produtos, e acreditamos que isso continuará sendo assim", afirmou. "Estamos passando por essa nova revolução industrial e precisamos reconhecer que isso está acontecendo

Virgen analisa mercados emergentes há 25 anos. Em sua carreira, ocupou cargos de direção nos bancos BNP Paribas, TD e Citibanamex e obteve um PhD em economia pela Universidade de York.

Em entrevista à EXAME, ele falou ainda sobre os efeitos para a economia global com a Guerra do Irã e as mudanças no comportamento do consumidor. Leia a íntegra da entrevista aqui.

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