BC dá sinais de alta da Selic em 2014, dizem analistas

O BC deve elevar a taxa dos atuais 10% ao ano para 10,25%

São Paulo - O alto nível de inflação, os salários crescendo acima da produtividade e a volatilidade dos mercados financeiros são elementos que fazem o Banco Fator acreditar que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará mais uma vez a taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 10% ao ano para 10,25%.

"Persistem os comentários usuais sobre o alto nível de inflação, resistência da mesma, forte indexação, salários crescendo acima da produtividade, entre outros. Ademais, existe explícita referência à volatilidade nos mercados financeiros, visível na forte inclinação da curva de juros, principalmente nos EUA", justificou o Banco Fator em análise distribuída a clientes, após a divulgação, nesta sexta-feira, 20, pelo Banco Central (BC), do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

O Banco Central está mais pessimista com o crescimento em 2013. Para a instituição, o Brasil vai fechar o terceiro ano do governo Dilma Rousseff com alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O BC prevê ainda que a presidente vai entregar ao fim de 2013 uma inflação sem apresentar melhora em relação ao ano passado.

Na avaliação da Votorantim Corretora, os sinais de desconforto que o Banco Central (BC) deixou transparecer com a evolução dos preços no Relatório do quarto trimestre indica que o ciclo de aperto monetário deve continuar.

A instituição esperava que a alta para 10% na reunião de novembro fosse a última do processo de elevação dos juros, mas, após o RTI, a Votorantim pretende mudar sua expectativa.


Segundo ela, "provavelmente" a Selic deve ter mais um aumento de 0,50 ponto porcentual e outro de 0,25 ponto no ano que vem, com a taxa fechando 2014 em 10,75%.

Em nota, os economistas da Votorantim observam que o BC entende que os riscos para a inflação se mantêm elevados, com as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficando acima do centro da meta, de 4,50%, por todo o horizonte relevante de política monetária. Apesar disso, o RTI sinaliza que a autoridade monetária acredita na lenta convergência da inflação.

"No entanto, mostra que o BC deverá se manter 'especialmente vigilante', o que deixa as portas abertas para a continuidade do ciclo", avalia a corretora.

Parte dos riscos apontados pelo Banco Central no RTI está nos impactos da desvalorização cambial em um ambiente de realinhamento de preços administrados, retomada econômica e mercado de trabalho ainda aquecido, destaca o relatório da consultoria enviado a clientes e à imprensa, hoje. "Em particular, a autoridade monetária se preocupa com a ancoragem das expectativas."

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