Banco Mundial anuncia nova ajuda de US$ 4,5 bilhões para Ucrânia

Este apoio adicional ajudará Kiev a arcar com os gastos sociais, de pensão e de saúde, essenciais para aliviar o impacto da invasão russa
Ucrânia: Banco Mundial anuncia nova ajuda de US$ 4,5 bilhões (AFP/AFP)
Ucrânia: Banco Mundial anuncia nova ajuda de US$ 4,5 bilhões (AFP/AFP)
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AFPPublicado em 08/08/2022 às 15:55.

O Banco Mundial anunciou, nesta segunda-feira, 8, uma ajuda adicional de 4,5 bilhões de dólares para a Ucrânia, com recursos aportados pelos Estados Unidos, para ajudar o governo a satisfazer as "necessidades urgentes criadas pela guerra".

Este apoio adicional ajudará Kiev a arcar com os gastos sociais, de pensão e de saúde, que são essenciais para aliviar os impactos econômicos da invasão russa, disse o banco em comunicado.

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O montante será entregue em quotas ao governo ucraniano, com uma primeira parcela de 3 bilhões de dólares em agosto, segundo outro comunicado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

"A Ucrânia precisa de serviços governamentais contínuos, entre eles saúde, educação e proteção social, para evitar uma piora ainda maior das condições de vida e a pobreza", disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass, citado em comunicado.

"Somos gratos aos Estados Unidos e a nossos parceiros por seu apoio contínuo [...] e pela generosa doação que será de enorme apoio para o povo da Ucrânia", acrescentou.

Esta nova ajuda eleva para quase US$ 13 bilhões a assistência financeira de emergência que o Banco Mundial concedeu à Ucrânia, dos quais mais de 6,3 bilhões foram desembolsados no fim de julho.

"Esta ajuda financeira é essencial para apoiar o povo ucraniano na defesa de sua democracia contra a guerra russa", disse a secretária do Tesouro de Joe Biden, Janet Yellen, citada no comunicado.

Também hoje, o Pentágono anunciou um novo pacote de ajuda militar avaliado em US$ 1 bilhão, que inclui mais mísseis para os sistemas americanos de artilharia de precisão Himars.

A Ucrânia foi invadida pela Rússia em 24 de fevereiro. Desde então, a guerra afundou o país em uma recessão e levou milhões de ucranianos a deixarem suas casas.

(AFP)

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