Economia
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Brasil tem superávit comercial recorde de US$6,6 bi para o mês de agosto

Queda de 25,1% nas importações, devido à desaceleração econômica, fez com que o saldo comercial fosse maior

Contêineres em porto de Santa Catarina: com uma queda das importações acentuada, o superávit tende a ser maior, embora a corrente de comércio, que soma as exportações e importações, apresente redução (Paulo Prada/Reuters)

Contêineres em porto de Santa Catarina: com uma queda das importações acentuada, o superávit tende a ser maior, embora a corrente de comércio, que soma as exportações e importações, apresente redução (Paulo Prada/Reuters)

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Agência O Globo

1 de setembro de 2020, 15h30

Refletindo uma queda expressiva nas importações, a balança comercial de agosto registrou o maior superávit para o mês desde 1989, o início da série histórica. O saldo de US$ 6,6 bilhões foi anunciado nesta terça-feira pelo Ministério da Economia.

O resultado da balança comercial é o saldo entre a exportação de US$ 17,7 bilhões e a importação de US$ 11,1 bilhões em agosto. Na comparação da média diária (total dividido pelo número de dias do mês) com agosto de 2019, a queda nas exportações foi de 5,5%, enquanto as importações caíram 25,1%.

Assim como nos meses anteriores, o número mostra os efeitos da pandemia do comércio global, que diminuiu as importações brasileiras devido a redução na atividade econômica, e do preço mais alto do dólar, que tornou os produtos brasileiros mais baratos e atraentes no exterior, segurando o nível de exportações.

Com uma queda das importações acentuada, o superávit tende a ser maior, embora a corrente de comércio, que soma as exportações e importações, apresente redução. A queda de 14,2% nesta estatística deixa claro o impacto da pandemia na desaceleração do comércio mundial.

O setor agropecuário, no entanto, aumentou a exportação em 14,6% e compensou a queda expressiva nas exportações da indústria extrativa e de transformação, que registraram reduções de 15,4% e 7,7%, respectivamente.

Do lado das importações, as indústrias extrativa e a de transformação novamente puxaram os números para baixo, com queda de 59,5% na primeira e 23,8% na segunda, em comparação com agosto de 2019.A agropecuária, no entanto, registrou uma variação para baixo de 0,8%.