Economia

Arrecadação federal volta ao azul após 6 meses, com alta de 1,3% em agosto

Além de agosto, a arrecadação só teve performance positiva neste ano em janeiro

 (Priscila Zambotto/Getty Images)

(Priscila Zambotto/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 1 de outubro de 2020 às 11h17.

A arrecadação do governo federal teve alta real de 1,33% em agosto sobre igual mês do ano passado, a 124,505 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal nesta quinta-feira.

O desempenho interrompeu seis quedas mensais consecutivas e veio acima da expectativa de arrecadação de 109,078 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters com analistas.

Além de agosto, a arrecadação só teve performance positiva neste ano em janeiro, quando houve alta de 4,69% frente a igual período de 2019.

Apesar de ter ido para o terreno negativo já em fevereiro, as retrações aprofundaram-se significativamente nos meses de abril (-28,95%), maio (-32,92%) e junho (-29,59%), na esteira do impacto da crise do coronavírus sobre a atividade.

Segundo a Receita, o desempenho de agosto foi positivamente impactado pelo recolhimento de tributos que até então vinham sido diferidos, diante de medidas tomadas pelo governo para dar alívio de caixa às empresas durante a pandemia.

Como reflexo desse movimento, a receita previdenciária, por exemplo, subiu 13,74% no mês sobre um ano antes, a 40,010 bilhões de reais.

"Esse resultado pode ser explicado pelo fato de que em agosto de 2020 foi paga a parcela do diferimento da Contribuição Previdenciária Patronal relativo ao mês de abril de 2020 e dos parcelamentos especiais relativos ao mês de maio de 2020", disse a Receita.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a arrecadação somou 906,461 bilhões de reais, retração de 13,23% em termos reais. No período, os diferimentos somaram 64,523 bilhões de reais, ressaltou a Receita.

Acompanhe tudo sobre:Governo BolsonaroImpostosreceita-federal

Mais de Economia

FGTS tem lucro de R$ 23,4 bi em 2023, maior valor da história

Haddad diz que ainda não apresentou proposta de bloqueio de gastos a Lula

FMI confirma sua previsão de crescimento mundial para 2024 a 3,2%

Novos dados aumentam confiança do Fed em desaceleração da inflação, diz Powell

Mais na Exame