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Argentina fecha 2022 com inflação de 94,8%, a maior em 32 anos

A expectativa de economistas era que a inflação do país ultrapasse os 100% em 2022, mas os resultados melhores do que o esperado no último trimestre do ano evitaram que a taxa atingisse o patamar

Argentina: Em dezembro, o CPI argentino teve crescimento de 5,1% (Ricardo Ceppi/Getty Images)

Argentina: Em dezembro, o CPI argentino teve crescimento de 5,1% (Ricardo Ceppi/Getty Images)

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Da redação, com agências

12 de janeiro de 2023, 17h56

A inflação na Argentina fechou 2022 em 94,8%, o maior nível desde 1991, quando o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país foi de 84% naquele ano.

A expectativa de economistas era que a inflação do país ultrapasse os 100% em 2022, mas os resultados melhores do que o esperado no último trimestre do ano evitaram que a taxa atingisse o patamar.

Em dezembro, o CPI argentino teve crescimento de 5,1% na comparação com o mês anterior, informou nesta quinta-feira, 12, o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O resultado mensal representa uma aceleração, após a alta de 4.9% em novembro ante outubro. A comparação anual também seguiu a tendência e acelerou, depois de crescimento de 92,4% em novembro.

Na leitura mensal, o avanço foi puxado pelos setores: restaurantes e hotéis; bebidas alcoólicas e tabaco; serviços domésticos; e transportes (devido ao aumento nos combustíveis).

Segundo levantamento de expectativas do Mercado elaborado pelo Indec, a inflação da Argentina deve atingir patamar de 98,4% em 2023.