Agricultura definirá ambição de acordo global, diz OMC

A agricultura pode definir a ambição das negociações nos outros setores para um acordo global de livre-comércio, segundo diretor-geral da OMC

São Paulo - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, afirmou nesta segunda-feira em São Paulo que a agricultura pode definir a ambição das negociações nos outros setores para um acordo global de livre-comércio.

"Dentro das negociações da OMC, levando em conta os sinais de urgência e a realidade de cada país, a agricultura provavelmente definirá a ambição em relação a outros setores. É necessário pensar em benefícios para o setor agrícola, mas de uma maneira realizável", para beneficiar outros setores, comentou.

Azevêdo declarou que atualmente sua principal tarefa é executar até dezembro um plano de trabalho para cumprir o acordo inicial que os membros da OMC aprovaram em dezembro em Bali, na Indonésia, para reativar as negociações.

O diretor da OMC, em sua participação hoje no Global Agribusiness Forum (GAF) em São Paulo, afirmou que a OMC "está outra vez" pronta para pôr em discussão a Rodada de Doha sobre a regulamentação do comércio mundial.

"Os temas centrais que dificultaram as negociações em 2008 têm que estar sobre a mesa, começando pela agricultura", explicou.

Nesse marco, antecipou que a agricultura "será um dos temas centrais" nas negociações deste ano, seguida pelos setores da indústria e o de serviços, após o relançamento das negociações em dezembro do ano passado.

Azevêdo detalhou em seu discurso que está visitando diferentes países para "convencer às pessoas que a Rodada de Doha é possível".

O ministro da Agricultura, Neri Geller, que também participou da abertura do fórum, afirmou que o governo brasileiro incentivará o desenvolvimento da indústria agrícola para elevar o valor da produção agropecuária do país.

"A agroindústria fortalece a produção da agricultura e, segundo nossa opinião, é extremamente útil para trazer valor agregado à produção", disse Geller a jornalistas.

O ministro afirmou que o governo manterá os diferentes incentivos aos agricultores.

"Os programas (de incentivos) estão avançando e vamos trabalhar para que sejam mantidos", disse o ministro ao referir-se a projetos para beneficiar setores específicos como armazenamento, inovação tecnológica e despesa corrente do pequeno e médio produtor agropecuário.

O ministro destacou que o governo "investiu de forma pesada" na política de crédito agrícola.

Segundo avaliou, o foco na agroindústria ajudará a promover a incorporação das inovações tecnológica na produção brasileira, o que, sustentou, não excluirá os incentivos à agricultura familiar.

Em abril, Geller se reunirá com membros da equipe econômica para definir volumes dos recursos disponíveis para o crédito à próxima colheita.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.