• AALR3 R$ 19,60 -1.01
  • AAPL34 R$ 74,36 1.72
  • ABCB4 R$ 16,43 1.36
  • ABEV3 R$ 14,53 0.35
  • AERI3 R$ 3,81 -1.04
  • AESB3 R$ 10,67 -1.11
  • AGRO3 R$ 32,37 2.76
  • ALPA4 R$ 21,90 -0.82
  • ALSO3 R$ 19,62 0.26
  • ALUP11 R$ 26,19 0.42
  • AMAR3 R$ 2,23 3.24
  • AMBP3 R$ 29,72 4.54
  • AMER3 R$ 23,04 1.63
  • AMZO34 R$ 72,52 3.90
  • ANIM3 R$ 5,38 7.60
  • ARZZ3 R$ 82,03 2.08
  • ASAI3 R$ 15,52 1.84
  • AZUL4 R$ 20,75 11.02
  • B3SA3 R$ 11,44 -3.87
  • BBAS3 R$ 35,10 -0.17
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86% sentiram mais a inflação nos alimentos e bebidas, diz EXAME/IDEIA

Pesquisa de opinião pública mostra que a maior parte dos brasileiros mudou hábitos alimentares por causa do aumento de preços
 (Reuters/Paulo Whitaker)
(Reuters/Paulo Whitaker)
Por Gilson Garrett JrPublicado em 04/07/2021 08:30 | Última atualização em 03/07/2021 19:50Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Os brasileiros estão sentindo na mesa do café, do almoço e do jantar os reflexos da inflação, que registrou aumento de 0,83% em maio em comparação com o mês anterior, a maior alta mensal em 25 anos. Para 86%, itens básicos, como alimentos e bebidas, foram os que mais subiram de preço. Por conta disso, 63% disseram que mudaram hábitos alimentares para equilibrar o orçamento.

Os números são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.248 pessoas entre os dias 28 de junho e 1° de julho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para ler o relatório completo.

EXAME IDEIA INFLACAO4

(Arte/Exame)

Para Maurício Moura, fundador do IDEIA, a alta dos preços dos alimentos é percebida não só pela população de baixa renda, como de média e de alta. Nas classes A e B, a percepção de que os itens de alimentação estão mais caros chega a 88%. Entre as pessoas que ganham de três a cinco salários, este número vai a 92%.

“Os itens que mais têm afetado a vida das pessoas são alimentos e bebidas. Quando olhamos o segmento de renda média e alta, eles têm sido bastante afetados por esses dois itens e também os combustíveis. É interessante notar que, comparado com as pesquisas anteriores, a energia elétrica também tem se colocado em uma percepção de aumento de preço bastante relevante para a opinião pública”, diz.

Em um encontro com empresários do setor de alimentação do Rio de Janeiro, realizado no meio de junho, o presidente Jair Bolsonaro chegou a fazer um apelo para que eles segurassem os preços.

O fundador do IDEIA também pontua que o tema da inflação deve ser frequente nos próximos meses e entrar no debate político da corrida presidencial de 2022. “É um assunto generalizado e vai ser de muita discussão tanto do governo quanto da oposição”, afirma.

EXAME IDEIA INFLACAO

(Arte/Exame)

Inflação é o grande problema do dia a dia

A pesquisa EXAME/IDEIA também questionou os brasileiros sobre o impacto do aumento de preços no dia a dia. Para 71%, o reflexo foi grande, 7% acham que não é relevante, e 22% nem concordam nem discordam. Para o futuro,  52% acreditam que os preços vão continuar aumentando.

“Isso é muito ruim do ponto de vista de gestão de preços. Quando os agentes econômicos e a opinião pública acham que os preços vão aumentar, eles aumentam naturalmente. A pesquisa trouxe mais um elemento que mostra que essa preocupação não é só de agora, mas do futuro também”, diz Maurício Moura.


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