Fintech brasileira Magnetis inclui cripto em sua carteira de investimentos

"Inclusão de criptoativos melhora o retorno das carteiras", diz diretor da fintech brasileira, que usará índice da Hashdex distribuído pela Nasdaq
 (SOPA Images/Getty Images)
(SOPA Images/Getty Images)
G
Gabriel Rubinsteinn

Publicado em 15/12/2020 às 16:44.

Última atualização em 16/12/2020 às 09:40.

Primeira gestora de investimentos digital fundada no Brasil, a Magnetis anunciou nesta terça-feira (15) a inclusão de criptoativos em sua carteira de investimentos. A exposição será feita através do índice HDAI, desenvolvido pela também brasileira Hashdex e distribuído pela Nasdaq.

"Estamos sempre atentos às mudanças de mercado e às oportunidades de melhorar a diversificação do portfólio dos clientes. Por ser uma classe descorrelacionada das demais, a inclusão de criptoativos melhora o retorno das carteiras sem aumentar significativamente o risco, já que a alocação será em um percentual pequeno", disse Marcelo Romero, diretor de Investimentos da Magnetis.

O movimento da fintech, que é parceira da Julius Baer Family Office, uma subsidiária do grupo suíço Julius Baer — maior gestora de patrimônio independente de alta renda no Brasil, que conta com 51 bilhões reais em ativos sob sua gestão — reforça a tendência de entrada de players importantes do mercado financeiro "tradicional" no mercado de criptoativos.

Segundo comunicado, para garantir maior eficiência de custo, a Magnetis fará a alocação diretamente no veículo internacional que replica a carteira do índice HDAI, desenvolvido pela gestora brasileira Hashdex em julho de 2019 como referência para o mercado de criptoativos e distribuído pela Nasdaq.

O documento também afirma que a recente criação de veículos para alocação dessa classe de ativos no Brasil é um dos fatores que levaram a Magnetis a incluir as moedas digitais nas carteiras agora. "Só recentemente foram criados veículos que possibilitam uma exposição ampla e diversificada em criptoativos através de fundos de investimento direcionados para o público em geral. Além disso, até então a correlação com índices acionários era alta, agora já começa a se criar uma dinâmica independente, que torna a classe de criptoativos mais interessante", explicou Romero.

Como as carteiras da Magnetis são compostas por combinações distintas dos fundos oferecidos, a exposição de cada usuário aos criptoativos vai variar de acordo com o seu perfil de risco. O percentual de alocação em cripto nas carteiras Magnetis vai variar entre 0,45% e 2,02%. Os clientes não terão nenhum custo a mais na taxa de consultoria atualmente cobrada pela empresa, de 0,6% ao ano, com a inclusão da nova classe de ativos.