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Levar dinheiro ou cartão na viagem internacional? Veja o que vale mais a pena

Ao planejar uma viagem internacional, além de montar o roteiro, reservar o hotel e comprar as passagens, é preciso decidir qual a melhor forma de levar o dinheiro

 (Enes Evren/Divulgação)

(Enes Evren/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 19 de janeiro de 2023, 07h30.

Última atualização em 19 de janeiro de 2023, 10h21.

Cartão de crédito, pré-pago, contas digitais internacionais, aplicativos de transferências, dinheiro em papel... As soluções são muitas e para fazer a melhor escolha é importante entender como cada modalidade funciona, bem como suas vantagens e desvantagens. 

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Além da cobrança de tarifas e taxas de uso, é preciso observar a infra-estrutura do seu destino. Grandes centros urbanos tornam cartões e aplicativos uma boa escolha, mas destinos alternativos na selva ou na montanha exigirão dinheiro vivo.

1. Cartão de Crédito
Essa é uma maneira segura de usar dinheiro em outro país, sem correr o risco de prejuízos financeiros em caso de perda ou roubo (caso ocorra, basta entrar em contato com a operadora, cancelar o cartão e solicitar a emissão de um novo - que pode chegar dentro de alguns dias).

Outras vantagens são a facilidade para sacar dinheiro em caixas eletrônicos no exterior e a possibilidade de acumular pontos que podem ser trocados por milhas.Porém, é preciso considerar a instabilidade do câmbio (algumas instituições consideram o câmbio no dia do fechamento da fatura para realizar a conversão das compras. Ou seja, você compra sem saber quanto realmente vai pagar) e as diversas taxas cobradas, como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), cujo valor é de 6,38% sobre o total da sua compra, taxa de saque e de câmbio. 

2. Cartão pré-pago internacional
Ele funciona da seguinte maneira: você solicita o cartão à instituição bancária, via internet ou na agência bancária, e faz a recarga em euro, libra, dólar ou qualquer outra moeda estrangeira, no valor desejado, para usá-lo no exterior.

Na prática ele é idêntico a um cartão de débito, é possível fazer compras em lojas e sacar dinheiro no caixa eletrônico normalmente. Trata-se de uma solução mais segura do que carregar dinheiro em espécie. E, dependendo do seguro contratado, no caso de perda ou roubo, você poderá ser reembolsado com o valor disponível no cartão.

Alguns cartões oferecem a opção de valores em diferentes moedas, um ponto positivo para quem incluiu vários países no roteiro. Outra vantagem é que o valor carregado fica vinculado à taxa de câmbio daquele dia, sem variar ao longo da viagem.

Dessa forma, se você carregou 3 mil dólares no cartão, esta quantia permanece a mesma, independente de variações no preço da moeda. Além disso, a maioria das instituições disponibiliza serviços online para consulta de saldo e recarga.Porém, ele tem algumas desvantagens: nem todas as lojas e estabelecimentos o aceitam como forma de pagamento e podem incidir tarifas adicionais sobre o valor sacado no caixa eletrônico (debitado diretamente do saldo do cartão, já no momento da transação).

3. Dinheiro em espécie
É sempre bom contar com algum dinheiro em espécie na carteira, e nas viagens internacionais esse cuidado é importante até mesmo para poder utilizar o carrinho de bagagem no aeroporto ou comprar uma água.

A Lei nº 14.286/2021, que entrou em vigor em 30 de dezembro de 2022, permitiu que os brasileiros viagem com até US$ 10 mil em dinheiro. Porém é sempre importante considerar o quesito segurança, e se houver roubo ou perda do valor, o prejuízo será grande.

A vantagem, por outro lado, é que ele é aceito em qualquer lugar, não paga IOF de 6,38% cobrado sobre as compras realizadas no cartão de crédito. O imposto, nesse caso, é de apenas 1,1%. E caso você tenha feito compras em estabelecimentos reconhecidos como Tax Free, poderá solicitar o reembolso referente ao IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), que pode chegar a 27% do total do produto em alguns países europeus.

4. Aplicativos de transferência
O uso de uma plataforma online para transações de transferências entre contas bancárias do Brasil e do exterior é uma boa opção por permitir operações com o calor de câmbio comercial em vez do valor de turismo.

Outra vantagem é que o IOF é inferior ao cobrado em outros métodos: o valor é de 0,38% no caso de transferências entre titulares diferentes ou 1,1%, quando você mesmo transfere para outra conta sua no exterior.

Porém é necessário ter uma conta bancária fora do país ou conhecer alguém (de confiança, claro) que tenha uma conta para você poder transferir o dinheiro. Por isso, mesmo, a solução é mais interessante para quem vai passar um longo período fora do país.Outro ponto a observar é que nem todas as moedas estão disponíveis nos apps e, neste caso, será necessário fazer a transferência em euro ou dólar e trocar apenas quando chegar no país, o que pode sair mais caro.

5. Contas multimoedas
Nos últimos anos alguns bancos digitais passaram a disponibilizar as contas com saldo em moeda estrangeira. A maioria delas não tem nenhum custo para abertura ou manutenção; oferecem uma cotação mais competitiva em relação à compra da moeda em espécie ou à utilização do cartão de crédito, e contam com incidência de 1,1% de IOF. Mas analise bem as opções, pois algumas instituições permitem apenas a conversão para o dólar ou ainda cobram taxas por saque.