Irmãos faturam R$ 6,7 milhões com brechó de roupa infantil

A ideia de criar a Arena Baby surgiu em uma viagem de férias para os Estados Unidos
Flávio e Giovanna: investimento de R$ 3 mil para começar o sonho de ter uma loja de roupas infantis usadas (Arena Baby/Divulgação)
Flávio e Giovanna: investimento de R$ 3 mil para começar o sonho de ter uma loja de roupas infantis usadas (Arena Baby/Divulgação)
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Da Redação

Publicado em 26/10/2022 às 07:30.

Última atualização em 26/10/2022 às 15:25.

Tem irmão que briga, que não se fala, ainda mais em tempos de eleição. E tem outros que decidem empreender juntos. É o caso de Flávio Thenório e Giovanna Domiciano, que em uma viagem de férias para os Estados Unidos tiveram a ideia de abrir o próprio negócio no setor infantil. 

O “insight” veio com a observação das famosas “garages sales”, uma tradição bastante conhecida nos Estados Unidos. Trata-se de uma venda feita na garagem de casa onde os moradores selecionam os produtos seminovos ou novos que não utilizam mais e os vendem por valores mais baixos que os de mercado.

Será que aquela ideia funcionaria no Brasil? De que forma? Depois de pensarem um pouco, os irmãos criaram, em 2015, a Arena Baby, uma loja onde os clientes levam os produtos que não são mais utilizados por seus filhos ou parentes e geram valor com eles. 

Assim, quem leva produtos para serem vendidos na loja recebe um dinheiro por eles ou crédito para utilizar na compra de outros produtos novos ou seminovos da loja. 

Os artigos usados vendidos na Arena Baby ,– que funciona como brechó de roupas infantis e também outlet – são até 80% mais baratos do que os mesmos itens novos em uma loja convencional.

Gestão do negócio: enquanto Flávio cuida de questões jurídicas, marketing e financeiro, Giovanna fica se dedica a operações, vendas, gestão de rede e inovação (Arena Baby/Divulgação)

Começar um negócio com R$ 3 mil?

Thenório conta que o investimento inicial na marca foi de R$ 3.000, a partir de capital próprio. O dinheiro foi usado na compra de 51 peças, entre roupas, calçados e acessórios, uma mesa, uma cadeira e um computador, além de algumas prateleiras. “Somente isso, e muita vontade e comprometimento em vencer na vida”, diz.

A ideia caiu no gosto do brasileiro e em 2017, dois anos após a fundação, Thenório e a irmã decidiram crescer por meio do sistema de franquias. Hoje, são 31 lojas da Arena Baby espalhadas pelo país. 

De tudo que é vendido pela rede, 65% da receita vem de itens usados. O faturamento chegou a R$ 6,7 milhões em 2021, um crescimento de 30% em relação a 2020. Para 2022 a meta é faturar R$ 9,6 milhões.

Arena Baby: peças usadas respondem por 65% da receita (Arena Baby/Divulgação)

Como fazer a gestão da empresa?

“Nosso maior desafio, como irmãos, é estar em constante alinhamento com os propósitos e velocidade que o crescimento do negócio exige”, revela Thenório. “As vantagens de empreender entre irmãos são as posições e opiniões que, quando divergentes, têm o principal intuito de agregar visões diferentes para a solução e inovação em processos que estimulem a melhoria contínua.”

Para evitar conflitos desnecessários, cada um fica responsável por uma área da empresa. Enquanto Thenório está focado em áreas como jurídico, marketing e financeiro, Giovanna fica com as áreas de operações, como fornecedores, vendas, gestão de rede e inovação.

A dupla quer encerrar o ano com 50 unidades em operação e, para isso, busca franqueados em todo o Brasil. O investimento inicial em uma unidade da Arena Baby começa em R$ 170 mil e vai até R$ 495 mil – são quatro modelos de loja para o investidor escolher. O faturamento médio de uma franquia gira em R$ 120 mil. 

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