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Remy Sharp
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Raras são as obras que não se traduzem em dores de cabeça. Em se tratando de uma reforma ou de uma construção do zero, afinal, os riscos de os prazos estourarem são grandes — para não falar dos custos, que dificilmente terminam dentro das margens estipuladas.

De acordo com um estudo conduzido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 15% dos brasileiros que não conseguem guardar dinheiro atribuem isso aos gastos extras que tiveram com obras. É mais uma prova do quanto elas podem bagunçar suas finanças por meses a fio. 

Que as construções e as reformas estão em alta não há dúvida. Ao longo da quarentena, segundo a consultoria Consumoteca, 55% dos brasileiros com maior poder aquisitivo reformaram suas residências, assim como 39% da classe C.

Os cômodos mais repaginados, você acertou, foram o home office — que, em muitos casos, ainda não existia —, a cozinha e a sala de estar. No que se refere à construção de edifícios residenciais, o cenário nunca foi tão favorável. 

Pelas contas do Secovi-SP, a capital paulista ganhou 81.841 novas unidades residenciais no ano passado, um aumento de 36% em relação a 2020. Até maio deste ano, foram lançadas 22.685 unidades residenciais, e as vendas se mantêm em alta desde 2016.

Como funciona o financiamento de obra?

Mas voltemos às construções de pequeno porte e às reformas, das quais até os donos de apartamentos novos não costumam escapar — raras são as incorporadoras, afinal, que entregam unidades realmente prontas para morar.

Para quem está descapitalizado, uma boa solução é recorrer às linhas de crédito específicas para construções ou reformas (não confundir com financiamento imobiliário, cuja única finalidade é permitir a aquisição de casas ou apartamentos).

Há linhas tanto para quem quer arcar com a mão-de-obra como para quem está sem dinheiro para comprar os materiais necessários. As vantagens dessas modalidades de empréstimo são: taxas de juros atrativas, longo prazo para pagamento e aprovação de valores altos. A aprovação, como é de praxe, está condicionada à avaliação do perfil de cada interessado.

Qual banco pode financiar a construção?

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece linhas de crédito para construção ou reforma com prazos de pagamento de até 35 anos. O crédito habitacional do banco é feito pelo Sistema Financeiro de Habitação – SFH e tem como garantia a alienação fiduciária. Em outras palavras, o imóvel é a própria garantia do empréstimo.

Dá para utilizar o FGTS para reformar minha casa?

Convém esclarecer que dá,sim, para utilizar o FGTS para amortizar e pagar parte das prestações na modalidade construção. Já quem está fazendo uma reforma pode recorrer ao FGTS para amortizar, liquidar e/ou pagar parte do valor da prestação. É preciso, no entanto, ter pelo menos três anos de carteira assinada.

A Caixa também dispõe de uma linha de crédito que serve para a compra de materiais de construção. É o Construcard, que pode ser usado em mais de 85 mil estabelecimentos conveniados com o banco.

Quem opta pelo produto precisa dar alguma garantia. O contratante tem seis meses para adquirir todos os materiais que necessita e, nesse período, arca só com os juros dos valores utilizados. Depois das compras, tem até 240 meses para realizar o pagamento mensal do saldo devedor, com taxas de juros a partir de 2,5% ao mês.

Outro banco que oferece um produto similar é o Bradesco. Chamado de CDC Material de Construção, pode ser quitado em até 48 meses e a primeira parcela vence em até 62 dias. Basta escolher a data para pagamento das parcelas, que serão debitadas na conta-corrente, e se dirigir às lojas conveniadas.

Registre-se que haverá cobrança de IOF e que, para a contratação do produto, é preciso apresentar um orçamento dos materiais que serão utilizados na sua reforma ou construção. O valor mínimo é de 500 reais. 

Para obras grandes, de no mínimo 350 mil reais, o Bradesco costuma estender o Crédito Imobiliário Construção. Quem opta pelo produto, atrelado a taxa de juros de 10,50% ao ano, tem mais de 25 anos para pagamento e a possibilidade de usar o FGTS.

A contratação de seguro habitacional é obrigatória. O imóvel pronto precisa valer de 1,5 milhão de reais a 10 milhões de reais e o financiamento custeia até 70% dos gastos, sem contar a mão-de-obra. O contratante tem até 2 meses para pagar a primeira parcela. 

Outra opção para custear sua obra é recorrer ao Empréstimo pessoal FGTS, concedido pelo Banco PAN. Trata-se de uma modalidade de empréstimo que faz a antecipação de 7 anos do saque-aniversário. Qualquer pessoa com saldo de pelo menos R$ 400 no fundo de garantia pode contratar o produto. Quem tem R$ 20.000 de saldo, por exemplo, pode retirar R$ 11.759,61 para gastar com a compra de cimento, tintas ou o que der na telha. 

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