Seguro para celular: o que você precisa saber antes de contratar
Entenda como funciona esse tipo de proteção, quais são as principais coberturas e o que levar em conta na hora de escolher uma opção
Modo escuro
Close up of a cracked screen on a mobile phone (Peter Dazeley/Getty Images)
Publicado em 12 de julho de 2022, 09h00.
Última atualização em 13 de julho de 2022, 15h27.
Faz tempo que o smartphone concentra tarefas importantes da vida de todos. Trabalho, banco, agenda, GPS, câmera fotográfica, redes sociais… Está tudo ali dentro. Por isso, quando o equipamento quebra ou é roubado, o impacto na rotina é grande.
No bolso também. Visto como um investimento, o valor gasto na compra de um celular é mais alto do que anos atrás. Os modelos mais recentes de iPhone ou Samsung Galaxy, por exemplo, chegam a custar cerca de R$ 10 mil.
Por conta disso, o celular tem sido um dos itens mais visados por bandidos. No ano passado, 847,3 mil celulares foram roubados ou furtados no Brasil, o que corresponde a 97 casos por hora, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022.
Essa combinação de fatores vem impulsionando a procura por seguros de celular, que mais do que triplicou nos últimos cinco anos. A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) estima em 10 milhões o número de aparelhos segurados no país hoje.
A modalidade funciona como qualquer outro seguro: o consumidor contrata uma cobertura para determinados eventos e, se um deles acontecer, recebe uma indenização.
O que o seguro para celular cobre?
A cobertura oferecida depende de cada seguradora e do plano escolhido pelo cliente.
“A maior vantagem é estar protegido contra imprevistos como roubo e furto, que é a principal cobertura hoje em um seguro do tipo, e também em caso de quebra acidental ou mesmo derramamento de líquido”, explica o gerente-executivo de seguros do Banco PAN, Mario Rolim Almeida.
Na Porto Seguro, por exemplo, o plano de danos acidentais cobre quebra involuntária, oscilações de energia, curto-circuito e oxidação causada por qualquer líquido. Para roubo e furto, existem outros dois planos. E uma quarta alternativa contempla ambas as situações.
“Mas há opções de cobertura que vão além dessas, oferecendo até proteção digital e das funcionalidades do aparelho, caso deixem de funcionar”, acrescenta Almeida, do PAN.
O que o seguro para celular não cobre?
A ocorrência desses eventos descritos no contrato é chamada de sinistro. Seja qual for o plano escolhido, normalmente o seguro para celular não cobre (ou seja, não são considerados sinistro): má utilização, desgaste natural por uso, não cumprimento das instruções do manual do fabricante, furto devido ao abandono do aparelho, perda ou extravio do equipamento.
Quando a cobertura começa a valer?
Em algumas seguradoras há um período de carência. Mas, segundo o especialista em seguros do Banco PAN, usualmente a cobertura tem início a partir do momento em que o cliente contratou o seguro e pagou por isso. Se for em uma loja, por exemplo, já sai do lugar com o aparelho protegido.
“Já vi casos em que o cliente comprou um smartphone de última geração e, ao sair da loja, o aparelho caiu acidentalmente e quebrou. Como o cliente havia contratado o seguro, entrou em contato com a seguradora e, após análise do time especializado, a indenização foi paga, recebendo assim um outro telefone novinho”, conta.
Quanto custa um seguro para celular?
Não existe um valor fixo para essa modalidade. Pode mudar conforme a seguradora, a marca e modelo do aparelho, se é novo ou usado, qual a cobertura contratada etc. Mas o custo total, segundo a FenSeg, gira em torno de 20% a 25% do valor do equipamento.
Além da mensalidade, muitas empresas cobram um valor de franquia quando o cliente aciona o serviço. É como uma taxa, que deve ser paga apenas se a cobertura for resgatada. Geralmente, fica entre 10% e 25% do valor do celular por ano, dependendo do plano de cobertura.
A franquia na opção para roubo e furto da Vivo, por exemplo, é de 25%. Assim, se o total da indenização do sinistro for de R$ 1.000, a pessoa receberá R$ 750. Os R$ 250 restantes correspondem à franquia do seguro.
Almeida lembra que o valor a ser recebido em caso de sinistro também interfere no valor final. “Na maioria das vezes, a seguradora envia um aparelho novo ou reembolsa o valor de um novo, mas há casos em que o cliente pode optar por receber um celular seminovo (ou valor correspondente), o que reduz o custo do seguro”, esclarece.
Para se ter uma ideia, em uma simulação na seguradora Pier, de um Samsung Galaxy S21 128 GB, a mensalidade para roubo e furto sai por R$ 52,40 no plano econômico (indenização de 80% do valor de um modelo seminovo) e R$ 78,70 na opção premium (100% do valor de um seminovo).
Como saber qual o melhor seguro para celular?
Para definir o seguro ideal, vale levar em conta alguns pontos importantes:
- Escolha uma seguradora de confiança. Pesquise sobre a reputação da empresa, veja a opinião dos consumidores e verifique se é fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo mercado de seguros.
- Entenda sua real necessidade. Nas grandes cidades, é comum que a principal preocupação seja com o roubo ou furto do telefone. Nos locais mais tranquilos, entretanto, a cobertura apenas para danos acidentais pode ser mais indicada.
- Compare preços. Avalie o custo-benefício, observando se o valor cobrado corresponde à cobertura oferecida. Em geral, planos mais simples custam a partir de 7% do valor do celular e os mais completos, de 20% a 30%.
- Esteja consciente do que está contratando. Para isso, atente-se às condições do serviço. Coberturas, carência, valor da franquia, tipo de indenização, validade do seguro, período de fidelidade, taxas de cancelamento – tudo isso deve ser analisado.
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