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Com aulas de reforço escolar, empreendedores faturam R$ 3 milhões por ano

Negócio que começou na faculdade, em 2015, com investimento financeiro quase zero, e se tornou uma rede de franquias com 64 unidades em operação

Ainda na faculdade, Rafael Rocha teve a ideia de criar um negócio para intermediar o contato entre alunos e professores de reforço escolar (Monitorias Reforço Escolar/Divulgação)

Ainda na faculdade, Rafael Rocha teve a ideia de criar um negócio para intermediar o contato entre alunos e professores de reforço escolar (Monitorias Reforço Escolar/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 23 de janeiro de 2023, 07h30.

Dá para imaginar que é possível faturar R$ 3 milhões com aulas de reforço escolar? Difícil, né? Mas os sócios Carolinne Coutinho e Rafael Rocha conseguiram esse feito ao criarem a rede Monitorias Reforço Escolar, que hoje, oito anos após sua fundação, tem 64 unidades no país, sendo 63 franquias e 1 própria. 

Começar um negócio sem dinheiro

Tudo começou ainda na faculdade. Coutinho e Rocha cursavam licenciatura em ciências da natureza na Universidade de São Paulo (USP) quando Rocha teve a ideia de montar um negócio de aulas particulares, intermediando o contato entre professores e alunos que precisavam de reforço escolar. Ele apresentou a ideia para Coutinho, que embarcou na empreitada.

Foram dois meses para estruturar o site, desenhar campanhas para atrair alunos e recrutar professores parceiros – um grande investimento de tempo dos empreendedores, mas sem a necessidade de um aporte financeiro relevante. 

Ao longo de todo o primeiro ano do negócio, os dois se mantiveram nos empregos nos quais trabalhavam, e administravam a empresa em paralelo. “O Rafael muitas vezes levava o computador para poder trabalhar em horários vagos no estágio, e eu também levava o computador para o meu trabalho, e de lá mesmo fazia tudo que era possível”, conta Coutinho. “À noite e nos finais de semana a gente trabalhava mais ainda, na parte de estratégia e desenvolvimento da marca.”

No começo, em 2015, após a chegada dos primeiros clientes, vindos de anúncios pagos no Google, Coutinho e Rocha organizavam as aulas em planilhas on-line. Em 2017, com a empresa já gerando receita, contrataram uma plataforma canadense que tinha baixo custo, para automatizar a gestão das aulas. 

Em 2020, com a pandemia, foi preciso passar a oferecer aulas online, o que foi feito com o desenvolvimento de uma plataforma própria, utilizada ainda hoje. O custo foi de quase R$ 500 mil, diz Coutinho, tudo recurso próprio. Na época, a rede tinha 11 franquias em operação, e gerenciava cerca de 4 mil aulas ao ano. 

Carolinne Coutinho abraçou a ideia do colega da faculdade e hoje gerencia uma empresa com faturamento anual de R$ 3 milhões (Monitorias Reforço Escolar/Divulgação)

Faturamento milionário com reforço escolar

De lá para cá, o negócio deslanchou ainda mais. Em 2022, a Monitorias Reforço Escolar intermediou 14 mil aulas, para cerca de 2.300 alunos. O faturamento ficou em R$ 3 milhões, o dobro do valor alcançado em 2021. “Atribuo o crescimento ao momento intenso da digitalização e à necessidade do serviço prestado”, acredita Coutinho.

Ainda em 2022, a empresa reformulou os valores de investimento inicial em novas franquias, e ainda assim conquistou investidores, chegando a 63 unidades em operação. “Em 2020, quando adentramos no franchising, usamos um modelo teste”, explica Coutinho. “Com o tempo, houve a necessidade de adequação ao mercado, ajustando os preços, levando em consideração a capacidade de rentabilidade, oferta e demanda do negócio. Há a previsão de um novo aumento agora em 2023.”

Por ora, o investimento inicial em uma unidade da Monitorias Reforço Escolar está em R$ 6.990. Em 2021, esse valor era de R$ 4.990 e, em 2020, de R$ 1.990. Desde 2017, a marca conta com mais uma sócia, a pedagoga Danielle Ratte, que ingressou na equipe primeiro como funcionária.