Como viajar de executiva gastando pouco? Lucas Estevam, o “rei das milhas” ensina

Confira as dicas de Lucas Estevam, que ganha a vida viajando pelo mundo desde 2015 e emprega 22 pessoas
 (Lucas Estevam/Reprodução)
(Lucas Estevam/Reprodução)
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Da Redação

Publicado em 08/09/2022 às 15:30.

Última atualização em 08/09/2022 às 15:39.

Atualmente, Lucas Estevam está viajando pela Grécia. Antes visitou a capital da Itália, onde desembarcou em um voo da Latam que partiu de São Paulo. Voou na classe executiva e pagou pela passagem, utilizando apenas milhas, o equivalente a R$ 4 mil. 

Ele comprou, na verdade, um bilhete na classe econômica – que, em dinheiro, sairia por quase R$ 9 mil no dia da emissão. O upgrade para a executiva se deve à categoria do programa de fidelidade da Latam na qual ele está enquadrado, a Elite Black Signature. “Vim para a Europa de graça”, resume ele, conhecido como o “rei das milhas”.

Dois meses atrás, foi para o Chile, partindo de São Paulo, com dois amigos e o namorado. E, graças ao Elite Black Signature, não só ele, mas também os outros três, conseguiram upgrade para a classe executiva em um voo da Latam.  

“Viajo muito em classe executiva e sempre pagando mais barato do que a maioria das pessoas que optam pela econômica”, diz Estevam, que comanda o site Estevam Pelo Mundo e tem 996 mil seguidores no Instagram e 1,69 milhão de inscritos no YouTube. 

Como viajar de classe executiva com milhas?

O segredo, diz ele, é já emitir as passagens na executiva com milhas. “É a forma mais em conta”, sustenta. “Muita gente acha que é melhor emitir uma passagem econômica e fazer upgrade depois, no balcão da companhia aérea, mas isso não costuma compensar”. 

Milhas, como se sabe, são acumuladas com gastos no dia a dia. Para quem não tem muitas e pretende comprar uma passagem aérea, uma solução é adquiri-las.  

“Hoje em dia, não dá para ignorar o fato de que as milhas proporcionam experiências melhores para os viajantes”, acrescenta o especialista, que embarca para a Tailândia no final de agosto. Quanto pagou pela passagem na classe executiva? O equivalente a R$ 2.500.

Ele também tem o hábito de gastar suas milhas com hospedagem e refeições ao longo das viagens, o que costuma se traduzir em diárias e contas de restaurante até 40% mais baratas. 

(Lucas Estevam/Divulgação)

3 dicas para economizar na hospedagem

Outra dica de ouro para economizar com estadias é se manter fiel a um único site para fazer as reservas. Quem recorre muito ao Booking.com, por exemplo, ganha descontos que chegam a 15%. “Quanto mais você usa, maior o seu desconto”, lembra Estevam. “No Hoteis.com, a cada dez diárias, uma sai de graça”. 

Os programas de fidelidade das grandes redes hoteleiras também são vantajosos. Graças ao status que tem no programa do Hilton, por sinal, ele conseguiu café-da-manhã e água grátis quando se hospedou em uma unidade do grupo no Havaí. “Levando em conta a cotação do dólar, fez muita diferença no orçamento”, recorda. 

Ele aproveita para dar mais uma dica para a hora de bater o martelo nos hotéis. “Não deixe de ler as avaliações e checar a localização de cada um deles, pois o barato pode sair caro”, observa. “Você corre o risco de ficar num hotel muito bacana, mas no meio do nada, o que fará com que você gaste mais do que o previsto com transporte, além de tempo”. 

Quem é Lucas Estevam, o “rei das milhas”?

Nascido em Campinas, o “rei das milhas” começou a escrever sobre viagens, em um blog, há uns 11 anos, quando morava na Europa. Tirou a ideia do papel quando se deu conta de que os turistas brasileiros interessados no continente encontravam poucas dicas em português. 

Formado em administração de empresas, ele trabalhou na IBM por um ano e na Bosch por quase quatro anos antes de apostar todas as fichas no mundo das viagens. Ganha a vida com elas desde 2015 e atualmente emprega 22 pessoas. 

“Todo mundo pode chegar aonde quiser, é só colocar a mão na massa”, sustenta. “Quando comecei a escrever sobre viagens, eu era um estagiário na Alemanha que ganhava 800 euros por mês. E mesmo assim viajava para até quatro países todo mês. A desculpa de que é caro viajar não cola”. 

Para quem quer se aprofundar no mundo das milhas, ele criou um curso sobre o assunto. Custa R$ 2.997, valor que pode ser pago em até 12 vezes. “As milhas mudaram a minha maneira de viajar”, resume Estevam. E também a vida dele, convém acrescentar. 

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