Seguro auto: economia pode chegar a R$ 5 mil, diz PROTESTE

Depois de analisar 289 planos de seguro auto, associação alerta para a importância de pesquisar e, ao mesmo tempo, se atentar às cláusulas do contrato
Seguro auto: comparando as ofertas, é possível economizar até R$ 5.484 por ano (Rbkomar/Divulgação)
Seguro auto: comparando as ofertas, é possível economizar até R$ 5.484 por ano (Rbkomar/Divulgação)
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Da Redação

Publicado em 18/08/2022 às 12:00.

Última atualização em 19/08/2022 às 12:10.

O mercado de seguros segue crescendo, mesmo em meio à crise. “A resiliência do setor de seguros continuou se mostrando presente. Isso indica que, cada vez mais, a população entende a importância do mercado de seguros”, afirma o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alexandre Camillo. 

A afirmação do executivo se dá por conta do crescimento de 17,5% registrado pelo setor de seguro no mês de maio, último dado da Susep disponível. A arrecadação total nos cinco primeiros meses de 2022 foi de R$ 137,93 bilhões. 

Somente o segmento de seguros de automóveis registrou crescimento de 29,3% no acumulado de 2022 até maio na comparação com o mesmo período de 2021.

O que analisar ao contratar seguro de carro

A contratação de um seguro de carro, no entanto, requer atenção. Segundo dados da plataforma Reclame Aqui, desde o início de 2021 até hoje, foram abertos 55 casos relacionados a problemas com seguradoras que, de certa forma, estão vinculados com as brechas na prestação do serviço causadas por cláusulas em contratos de seguro.

Dos casos fechados, 33% foram finalizados com sucesso. Os títulos das reclamações que versam sobre seguro de automóvel são, em geral:

  • Cobranças indevidas, quando esses seguros são incluídos como contratos acessórios a financiamentos de veículos, por exemplo, casos em que o consumidor assina o contrato sem perceber a inclusão do seguro;
  • Negativa de cobertura em decorrência de ressalva contratual, casos em que o consumidor já é segurado, mas, após um sinistro, a seguradora alega que o ocorrido não é coberto pela apólice do contrato;
  • Problemas nos procedimentos de reparo, muitas vezes relacionados às oficinas terceirizadas das seguradoras;
  • Atraso no pagamento de indenização ou realização de reparo, onde os consumidores alegam que a indenização ou reparo não ocorre dentro do período de 30 dias estabelecido pela Susep;
  • Renovação automática, onde o segurado observa a cobrança de seguros renovados sem o seu consentimento.

Rodrigo Alexandre, da PROTESTE, instituto de defesa do consumidor, diz que a leitura aprofundada sobre as cláusulas e, principalmente, a apólice na contratação de seguros é fundamental, pois nelas estão os procedimentos cobertos e muitos dos direitos do consumidor. 

“A renovação automática, por exemplo, só pode ocorrer caso o consumidor tenha aceito no contrato anterior, devendo estar em cláusula essa aceitação”, explica. “Conhecer a cobertura do seguro também é de fundamental, pois em alguns casos (ex: quando você empresta o carro a um terceiro ou se coloca em situação de risco), a cobertura pode ser extinta sem que haja dever de indenização pela seguradora.”

Como funciona o seguro de carro?

O consumidor primeiro precisa mapear, com a ajuda de um corretor habilitado,as suas reais necessidades, para que não contrate nenhuma cobertura desnecessária, diz Alexandre. Isso é importante porque quanto maior o número de coberturas contratadas, maior será o preço final do seguro.

Em segundo lugar, o consumidor precisa avaliar atentamente o contrato e se informar quais são os eventos que não possuem cobertura, em quais locais o seguro possui abrangência, em quais situações a franquia será cobrada e qual o valor da mesma, quais são os serviços que o pacote de assistência 24 horas oferecido pelo seguro, entre outros aspectos.

“Quanto mais informação o consumidor tiver previamente, menor será a chance de possuir uma ‘surpresa desagradável’ caso ele precise utilizar o seguro”, comenta o especialista.

O que pode impedir de receber o valor do seguro

Alexandre explica que qualquer atitude de má-fé do segurado pode fazer com que ele não receba o seguro, caso a seguradora identifique essas práticas durante a vigência do seguro. O especialista dá alguns exemplos:

  • Colocar na proposta do seguro o endereço de algum parente porque o seguro fica mais em conta;
  • Fazer alguma modificação no veículo e não comunicar à seguradora (ex: rebaixar o veículo);
  • Falar que o veículo dorme na garagem, mas o seguro pernoita majoritariamente na rua; 
  • Omitir o nome de condutores jovens para não encarecer o seguro.

      Qual é o melhor seguro de carros?

      Recentemente, a PROTESTE avaliou 289 planos de seguros de automóveis, de 10 seguradoras diferentes, para seis perfis de condutor em cinco cenários diferentes. Comparando as ofertas é possível economizar até R$ 5.484 por ano. 

      Em Porto Alegre (RS), por exemplo, o consumidor que se encaixa no perfil 1 desenhado pela PROTESTE – homem, 42 anos, casado, 22 anos de habilitação e que usa o carro diariamente – vai gastar R$ 2.009,33 ao ano se optar pela Liberty e R$ 7.493,35 ao ano se escolher a Tokio Marine. Por isso, a comparação entre diferentes fornecedores é fundamental se o objetivo é economizar. 

      De forma geral, a melhor seguradora avaliada foi a HDI Seguros, que ganhou os selos “melhor do teste” e “escolha certa” e recebeu a chancela “excelente qualidade”. Depois, Bradesco Seguros ganhou o selo “escolha certa” e a chancela “boa qualidade”. A Tokio Marine recebeu o selo “escolha certa” e a chancela “boa qualidade”. Por fim, a Liberty levou o selo “escolha certa” e a chancela “boa qualidade”. 

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