O reajuste na mensalidade escolar deve superar 10%. Veja 5 dicas de como negociar

Levantamento aponta que as instituição de ensino particulares do estado de São Paulo deverão reajustar os valores cobrados em quase 11% no ano que vem
Escolas particulares: sondagem mostra que reajustes para o ano que vem ficarão acima da inflação (Klaus Vedfelt/Getty Images)
Escolas particulares: sondagem mostra que reajustes para o ano que vem ficarão acima da inflação (Klaus Vedfelt/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 08/11/2022 às 08:30.

Última atualização em 08/11/2022 às 09:34.

Um levantamento do Grupo Rabbit, consultoria especializada em educação, acendeu um alerta para pais e mães com filhos matriculados em escolas particulares do estado de São Paulo. Depois de ouvir 680 dessas instituições, a entidade concluiu que elas pretendem, em média, elevar os valores das mensalidades em 10,9% no ano que vem. 

Por que as mensalidades irão aumentar?

A alta, na visão da consultoria, se deve ao descontrole inflacionário e ao aumento de casos de inadimplência. Nos primeiros dois anos da pandemia, convém lembrar, as escolas, de maneira geral, evitaram impor reajustes o máximo que puderam – com o óbvio intuito de conter uma talvez inevitável debandada de alunos, muitos dos quais submetidos a rotinas online de ensino.  

Nos últimos dez anos, a média de inadimplência relacionada a contratos do segmento foi de 5,5%, percentual que chegou a 11% em junho deste ano. 

Tradicionalmente, porém, a inadimplência tende a diminuir quando o ano vai chegando ao fim. Os devedores, afinal, são obrigados a renegociar os débitos — do contrário, não conseguem fazer a rematrícula dos filhos. 

Para muitas escolas, todo mundo sabe, essa flutuação é sinônimo de uma enorme dor de cabeça, pois transforma o fluxo de caixa em uma grande incógnita.  

De acordo com o mesmo levantamento, de cada 10 escolas particulares paulistas, sete contraíram algum tipo de empréstimo nos últimos anos — algumas delas com o intuito de fazer melhorias e outras para cobrir rombos orçamentários. “A maior parte das dívidas está relacionada a problemas de fluxo financeiro, quase sempre por causa da inadimplência”, declarou Christian Coelho, CEO do Grupo Rabbit. “Outro fator que pesou muito neste ano foi o fato de as escolas terem mantido descontos que deram na pandemia para não perder alunos".

De quanto será o reajuste nas mensalidades escolares?

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo, o Sieeesp,  assinala prognóstico parecido. Segundo sondagem da entidade, as escolas paulistas deverão anunciar reajustes para o ano que vem que ficarão entre 10% e 12%. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, no entanto, a inflação foi de 7,17%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Qual o limite para o reajuste das escolas?

A legislação, vale dizer, não impõe limite para os reajustes das escolas. Caso os pais considerem os aumentos abusivos, no entanto, eles têm todo direito de acionar o Procon e demais órgãos de defesa do consumidor.

Para quem chegou até esse parágrafo com o coração na boca, convém lembrar que a obtenção de descontos em mensalidades escolares não é impossível. Uma boa dica para obtê-las é agir com transparência. 

  1. Caso você tenha perdido o emprego e esteja diante de uma situação financeira complicada, repassar isso para a escola pode fazer a diferença. Nesse caso, a instituição poderá estender um desconto por determinado período — até que você consiga se reerguer financeiramente, por exemplo.
  2. Manter um histórico de pagamento em dia e apresentá-lo já é meio caminho andado. Toda escola, afinal, tem interesse em manter por perto famílias que pagam em dia — mesmo que seja um valor abaixo do ideal. Negociar dívidas em aberto, lembre-se, é um passo indispensável para qualquer conversa a respeito de desconto.
  3. Propor o antecipamento de parcelas também pode ser um argumento certeiro. Você precisará abrir mão de alguma reserva financeira, é verdade, mas, no longo prazo, dará alguma folga ao orçamento. Caso a mensalidade custe R$ 1.000, por exemplo, você pode oferecer R$ 2.400 para quitar três parcelas de uma vez. Com isso, caso a escola tope, irá economizar R$ 600 no longo prazo.
  4. Também vale a pena negociar de maneira individual — há quem prefira se juntar a outros pais e partir para conversas coletivas. Toda escola, no entanto, analisa cada pedido de desconto separadamente. E os abatimentos não costumam ser o mesmo para todos.
  5. Por fim, informe-se sobre eventuais programas de bolsas parciais ou integrais, em geral voltadas para alunos com bom desempenho. 

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