Calendário de liquidações: 5 melhores épocas do ano para comprar roupas

Com planejamento, dá para abastecer o armário gastando pouco; o próximo dia 15, por exemplo, é o Dia do Cliente e o varejo deve oferecer bons descontos
Compra de roupas: vale ficar atento às datas promocionais para poupar (Couple/Divulgação)
Compra de roupas: vale ficar atento às datas promocionais para poupar (Couple/Divulgação)
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Da Redação

Publicado em 01/09/2022 às 12:00.

Última atualização em 08/09/2022 às 14:44.

O Dia do Cliente, em 15 de setembro, se aproxima – e, com ele, a oportunidade para os consumidores encontrarem descontos em lojas físicas e online. A data tem se tornado cada vez mais popular no país: um relatório da All In mostrou que, no ano passado, só os e-commerces movimentaram R$ 6 bilhões nas promoções deste dia (em 2019, foram R$ 4,9 bilhões).

Essa, no entanto, é apenas uma das datas fixas em que o comércio reduz os preços. Além das promoções específicas de cada loja (o Prime Day, da Amazon, por exemplo), existe um calendário de liquidações seguido pelo varejo todos os anos. 

O consumidor que ficar atento a essas épocas e souber se planejar consegue fazer uma bela economia naquelas compras que podem ser feitas com antecedência, já prevendo uma necessidade, ou nas que não têm urgência e podem esperar, como é o caso dos itens de vestuário.

5 melhores datas para comprar roupas, calçados e acessórios

1. Janeiro e Fevereiro - Liquidação de Verão

Segundo a consultora de imagem e personal shopper Rita Heroina, o começo do ano, em janeiro e fevereiro, é tradicionalmente o primeiro momento para comprar artigos de vestuário com desconto, especialmente a partir da segunda quinzena de janeiro. 

“No início do mês, logo depois do réveillon, as promoções de verão não são tão agressivas – geralmente de 20 a 40% de desconto. Mas da metade do mês para frente, até fevereiro, as lojas geralmente dão um desconto bem maior, de até 70 ou 80%”, explica. 

2. Março - Dia do Consumidor

Na sequência, outra data marcada por ações promocionais é o Dia do Consumidor, em 15 de março. Muitas lojas, inclusive, estendem o período de descontos, com a Semana do Consumidor e até o Mês do Consumidor

3. Junho e Julho - Liquidação de Inverno

O mesmo comportamento progressivo das promoções de verão é visto nas liquidações de inverno, que começam após o Dia dos Namorados e vão até o fim de julho. “Os descontos são menores no fim de junho e aumentam em julho para as lojas tentarem vender tudo o que têm”, esclarece Rita. 

4. Setembro - Dia do Cliente

No segundo semestre, uma oportunidade é o Dia do Cliente, no próximo 15 de setembro, 6 meses depois do Dia do Consumidor. Vários lojistas, assim como em março, ampliam o período de baixa nos preços para a semana toda.

5. Novembro - Black Friday

A última grande liquidação é a Black Friday, que acontece todos os anos na última sexta-feira do mês de novembro (neste ano, cai em 25/11). 

“Quando pensamos em desconto, é aquela dupla oferta x demanda. Se está todo mundo precisando de roupa de frio, os lojistas liquidam peças de verão e, quando todos procuram roupas de calor, as peças de frio estão com desconto. Por isso, na troca das estações sempre há lojas liquidando seus produtos e o consumidor pode aproveitar”, adiciona a especialista em compras.

O que vale a pena esperar para comprar na liquidação?

Planejar-se para abastecer o guarda-roupa nos períodos de promoção é uma ótima alternativa para poupar. Mas desde que a pessoa tenha consciência do que é realmente importante ela adquirir. Caso contrário, pode comprar mais do que deve e a conta não será vantajosa.

“Falo que compra boa é aquela que será usada muitas vezes e de diversas formas. No caso da roupa,  se você vai comprar uma calça, por exemplo, ela só vale a pena se conseguir usá-la com, pelo menos, três blusas diferentes , fazendo três produções distintas. Assim, é uma peça bacana para levar”, orienta Rita.

“Agora, se será uma peça órfã, que não casa com muita coisa, mesmo comprada numa liquidação, será caríssima no fim das contas, porque será pouco usada”, alerta. Ou seja, peças básicas, atemporais e fora de modismos são as que, de fato, compensam.

Acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias, por exemplo, são boas pedidas, já que não dependem de tamanho, são versáteis e podem esperar pelo melhor preço. “Recomendo já levar um jogo todo, com itens que combinem entre si: brinco, anel, colar e afins”. 

Roupas e calçados infantis são outros bons exemplos. Como a criança perde tudo muito depressa, dá para comprar tamanhos maiores que estejam com preços atrativos e guardar para usar depois. 

Como se organizar para aproveitar as promoções?

Para fazer uma compra consciente e com economia de verdade, o planejamento é fundamental: quanto a pessoa tem para gastar e o que ela está mais precisando, quais são as prioridades. 

Rita Heroina ensina como fazer isso. “Antes de sair para comprar, tire um dia tranquilo para revisar o seu guarda-roupa. Abra o armário e anote tudo o que você tem: quantas blusas, calças, vestidos, de que cores e modelos são etc.”, orienta. 

“Essa percepção, de saber o que tem no armário, vai direcionar o que você precisa comprar. Vejo, muitas vezes, pessoas com o guarda-roupa cheio de peças diferentes, mas sem roupas básicas para misturar. Isso é falta de planejamento.”

Mais uma recomendação importante da especialista: não comprar quando o humor não estiver dos melhores – se estiver triste, ansioso, chateado com o trabalho. “Geralmente quando se faz uma compra nessas situações é que levamos peças que vão ficar paradas. Espere para ir às compras quando estiver bem.”

5 dicas para não cair em armadilhas

  1. Ainda durante o planejamento, tenha um histórico do preço daquilo que deseja comprar quando a promoção chegar. Está realmente mais barato ou subiram o valor cheio para depois dar um aparente desconto?
  2. Reflita se precisa mesmo dessa peça ou está comprando mais do mesmo, só porque está em oferta ou porque é algo que todo mundo tem e você acha que precisa ter.
  3. Cuidado com promoções que obrigam a comprar mais, em que você deve levar dois produtos para o segundo sair pela metade do preço, por exemplo. 
  4. Priorize a qualidade da peça. “Mesmo pagando barato, se aquilo não vestir bem, não vale a pena”, diz Rita.
  5. Tenha em mente que as compras não podem prejudicar a sua saúde financeira. O orçamento, portanto, deve ser feito com responsabilidade. “De 5 a 10% da renda é um percentual interessante para gastar com esse tipo de compra. Mais do que isso, pode ficar pesado. É essencial ter sempre como prioridade também a saúde do bolso”, alerta a consultora. 

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