Contratação por projeto: por que essa é uma oportunidade para se pensar

Entenda o que faz com que 89% dos profissionais de projetos avaliem a experiência como positiva para o currículo
 (Unsplash/Unsplash)
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Por Sua Carreira, Sua GestãoPublicado em 21/01/2022 08:30 | Última atualização em 20/01/2022 17:19Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Quando se fala de trabalho temporário, erroneamente, muitas pessoas pensam apenas naquelas posições que são abertas em períodos sazonais do ano, como Páscoa e Natal, por exemplo. Mas o mercado é muito mais amplo. Dentro das organizações, em diferentes áreas, há excelentes oportunidades em projetos com data para início e término, com ações que demandam os conhecimentos especializados de analistas a diretores.

É um mercado cada vez mais maduro

Durante a sondagem da 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half, mapeamos que 44% dos 387 recrutadores entrevistados têm profissionais de projetos integrando suas equipes. Entre os profissionais entrevistados que já atuam nesse modelo de contratação, 47% acreditam que em 2022 haverá mais oportunidades nesse mercado, se comparado a 2021. Entre os motivadores para essa percepção positiva destacam-se a retomada da economia, a necessidade de aliviar as sobrecargas das equipes permanentes e a facilidade na contratação.

Há oportunidades em diferentes áreas

Em geral, as organizações contratam profissionais de projetos para uma consultoria especializada, suprir picos de trabalho das equipes permanentes, implementar um projeto ou sistema, treinar a equipe ou suprir a ausência emergencial ou temporária de um profissional-chave. São situações que podem se apresentar nas áreas de finanças, contabilidade, logística, engenharia, recursos humanos, tecnologia, jurídica, tributária, marketing e vendas. 

Veja que, em todas essas situações que citei, existe a necessidade de que o profissional entre de mangas arregaçadas para resolver a questão. No acordo com o empregador, existe uma data de início e término da ação, além de métricas que devem ser cumpridas. Fazendo uma analogia simples, precisa ser aquele profissional mão na massa, capaz de trocar o pneu com o carro em movimento.

Mão na massa, aliás, não é a única habilidade demandada para desempenhar essa função. Na opinião dos profissionais temporários, há uma valorização também pela adaptabilidade, resiliência e flexibilidade. Eu destacaria, também, o autogerenciamento e o senso de dono, que vão, sem dúvida, elevar a qualidade das entregas. Além, é claro, do profundo conhecimento técnico da área de atuação.

A experiência é positiva para o currículo

Muitas pessoas ainda resistem a aceitar oportunidades em projetos por acreditar que curtos períodos em diferentes empresas podem manchar a trajetória profissional. Mas, desde que você use boas práticas para destacar trabalhos temporários no currículo, essas experiências podem, na verdade, agregar muito valor para o seu histórico. Prova disso são os 89% dos temporários entrevistados para o 18º ICRH que avaliam a experiência como positiva para a carreira.

O projeto temporário pode te levar a uma contratação permanente

A exemplo do que acontece nos Estados Unidos e na Europa, é crescente o número de profissionais brasileiros que decidem seguir carreira migrando de um projeto para o outro - muitas vezes por indicação. Porém, há aqueles que, ao final do contrato temporário, se deparam com uma proposta para integrar a equipe permanente da organização.

Nesse momento em que estamos revendo tantos pontos das relações de trabalho, abrir a visão para avaliar diferentes modelos de contratação não é apenas uma forma de ampliar a empregabilidade. É, acima de tudo, uma oportunidade de se conectar a uma oportunidade profissional por meio da qual podemos colocar em prática os nossos talentos e as nossas paixões enquanto somos remunerados por isso.    

Aqui neste Blog, você encontra outros artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Também é possível ter mais informações sobre os temas na Central do Conhecimento do site da Robert Half.

*por Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half para a América do Sul e autor do livro Para quem está na chuva… e não quer se molhar