HSM EXPO 2016, o maior [e melhor] evento sobre gestão da América Latina

Esse foi meu 1° ano de HSM EXPO, e confesso que saí de lá encantada. Para começar, o “line up” de palestrantes estava sensacional, a curadoria do evento foi impecável. Pulei na cadeira do começo ao fim! Foram três dias de imersão no futuro da gestão. Dá para imaginar … Steve Wozniak [sim, o co-fundador da Apple], Thomas Friedman, Oliver Stone, Tom Peters, Jim Collins, Eric Boullier (diretor de corrida […] Leia mais
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Mundo do dinheiro

Publicado em 14/11/2016 às 16:04.

Última atualização em 24/02/2017 às 07:25.

Esse foi meu 1° ano de HSM EXPO, e confesso que saí de lá encantada. Para começar, o “line up” de palestrantes estava sensacional, a curadoria do evento foi impecável. Pulei na cadeira do começo ao fim!

Foram três dias de imersão no futuro da gestão. Dá para imaginar … Steve Wozniak [sim, o co-fundador da Apple], Thomas Friedman, Oliver Stone, Tom Peters, Jim Collins, Eric Boullier (diretor de corrida da McLaren), Paula Bellizia, Flávio Augusto, Márcio Fernandes, Cláudio Galeazzi, Leandro Karnal, Ricardo Amorim, Sofia Esteves – só para mencionar alguns – compartilhando erros e acertos ao vivo?

Havia vários palcos, chamados de “trilhas”, rolando em paralelo. A grande dificuldade foi escolher o que assistir. [Juro!]

A turma da CBN Young Professional, por exemplo, estava por lá com um espaço muito interessante. Passaram pelo auditório da CBN palestrantes como, Marcelo Tas, Marcio Atalla e claro, o querido Mílton Jung. Na arena do pessoal da VAGAS, passaram Luiz Serafim, da 3M, Sandro Magaldi, CEO do MeuSucesso.com, Phil Libin, fundador do Evernote, entre outros.

Os grandes ícones do mercado – seja como palestrante ou como espectador – estavam todos lá.

A audiência era composta pelo top management das empresas, em sua grande maioria, o que elevou bastante o nível do debate. Sem contar que o público altamente qualificado agregou muito valor por conta da oportunidade de networking.

#Curiosidade: quer saber qual foi a palavra mais falada durante o evento? ADAPTAÇÃO.

E agora vamos as “pérolas”:

Pink e o Cérebro

Sem dúvida essa era a palestra mais esperada por todos. Quando Woz pisou no palco, o auditório [lotado] entrou em êxtase, foi uma grande emoção.

Woz, apelido carinhoso de Steve Wozniak, é o gênio que criou os primeiros computadores da Apple e fundou com o lendário Steve Jobs, a empresa mais valiosa do mundo atualmente.

“Quando fundamos a Apple, Jobs queria ser importante, tipo um Shakespeare, Newton, Mozart. A nossa personalidade amadurece entre 18 e 23 anos, época em que fundamos a Apple. Ele se tornou o empresário, parou de brincar, contar piadas … estava sempre de terno e aprendeu a falar com a imprensa”, relatou Woz“Jobs conversava com todos. Eu era inventor, queria trabalhar sozinho no laboratório. Eu queria ser só engenheiro.”

Sujeito simples, todo vestido de preto e calçando um tênis Nike, o engenheiro contou com muita humildade que chegou a apresentar o projeto do Apple I por 5 vezes para a HP, onde na época, era funcionário. Quando trabalhava no desenvolvimento da calculadora científica portátil, começou a desenvolver o Apple I. “Eu era uma estrela no desenho de computadores. Não falava para ninguém, mas construí um computador em poucas semanas. E eu dava meu projeto de graça porque queria que as pessoas construíssem a minha máquina para mudar o mundo. Mas ninguém se interessava, ninguém achava que o computador seria um negócio rentável. Apresentei o Apple 1 para a HP e implorei, mas eles me recusaram cinco vezes”, contou.

Para Woz isso acontece com freqüência no dia a dia das empresas. Então, como evitar perder as boas ideias dos intra-empreendedores? “As empresas devem pensar os projetos paralelos fora da estrutura e hierarquia do dia-a-dia, eleger um CDO (Chief Disruption Officer), que deve se reportar ao conselho, e não ao presidente. O presidente está preocupado com o resultado de curto prazo da empresa”. 

“Desde quando comecei essa minha jornada como empreendedor, o dinheiro nunca foi minha motivação. O que eu queria era provocar uma revolução social. Eu sabia que, um dia, os computadores teriam esse poder”. Hoje Woz é cientista-chefe da Primary Data, empresa californiana que oferece soluções de armazenamento de dados. Mas sua paixão é dar palestras para jovens empreendedores. “Gosto de contar histórias para eles e inspirá-los para abrirem suas startups. É importante eles perceberem que podem fazer algo interessante pela sociedade.”

Woz deixou algumas dicas para quem quer empreender:

  1. – Não fique só na ideia
  2. – Ser o primeiro não é ser o vencedor
  3. – Invente um novo mercado
  4. – Monte um time com pessoas que complementem suas deficiências e foque no que você faz bem
  5. – Seja curioso [como as crianças]
  6. – Não mantenha seu negócio em segredo, valide suas ideias / protótipos

Woz também falou sobre o potencial da realidade virtual para promover uma mudança na educação; disse que a realidade aumentada pode ser algo bem bacana; acredita que a inteligência artificial será nossa aliada na hora de conversarmos com nossos gadgets; e que o machine learning vai agilizar o progresso da humanidade.

A técnica das 3 bolinhas de tênis 

Com cargos em multinacionais e presidências interinas de empresas no curriculum, Cláudio Galeazzi se define como um reestruturador de empresas. Ele é, de fato, um consultor de turnaround, que por meio de sua consultoria exerce a função de salvar empresas à beira da falência e ou recuperar aquelas que passam por uma crise e querem dar a volta por cima. Seu maior cartão de visitas é a reestruturação do Grupo Pão de Açúcar, ao lado de Abílio Diniz.

As reuniões no Pão de Açúcar se estendiam por horas, chegando a durar das 9h as 14h. Por quê? Porque as pessoas não escutavam umas as outras. “O silêncio é magico. Tem várias reuniões de diretoria que eu entro e saio calado. Só escuto”, diz Cláudio, que colocou ordem na casa. Em posse de 3 bolinhas de tênis – nas cores, verde, amarela e vermelha – iniciava a reunião. Na primeira interrupção ele atirava a bolinha vermelha no sujeito – independente do cargo do executivo – que era obrigado a se calar. Ele entregava a bolinha amarela a quem pedia a palavra e a verde para quem estava falando. Como resultado, houve uma melhoria na comunicação e aumento na produtividade; o tempo de reunião caiu para no máximo 2 horas e meia.

Cláudio está escrevendo um livro onde vai compartilhar toda sua vivência profissional. Fique de olho!

Visão – Coragem – Competência

Uma pesquisa feita pelo Sebrae e Endeavor aponta – paradoxalmente – que 60% dos estudantes pensa em abrir um negócio no curto prazo. “Se o cenário é tão desfavorável, por que algum maluco ainda quer abrir uma empresa no país? Muito simples, porque empreender vale a pena! Sem contar que o empreendedorismo é democrático e não exige nenhum tipo de conhecimento especial, a não ser a coragem”, garantiu Flávio Augusto da Silva, o empresário brasileiro mais admirado pelos jovens.

Depois de 4 mil horas de produção de conteúdo para a plataforma MeuSucesso.com [foram 20 estudos de casos de empreendedores bem sucedidos nas mais diversas áreas], Flávio Augusto afirma não ter descoberto a “fórmula do sucesso”. Mas, identificou alguns pilares que estão presentes em todos os casos. São eles: visão, coragem e competência.

  1. – VISÃO, detectar antecipadamente um negócio promissor.
  2. – CORAGEM, tomar uma ação, tirar o projeto do papel e não hesitar na hora de executar. Superar o medo de perder e de errar.
  3. – COMPETÊNCIA, habilidade técnica e principalmente emocional, que engloba a capacidade de liderar e vender ideias para outras pessoas.

Via de regra, quanto mais qualificado é o profissional, menos coragem ele tem. Embora tenha mais visão e mais competência.

Flávio emocionou a platéia ao exibir a foto de uma águia presa na gaiola, “Você que está condicionado a receber o seu alpiste mensalmente, liberte-se”.  E finalizou: “Nenhum de nós vai sair vivo dessa (vida)! Dê tudo de si! Arrisque! Tenha coragem! O máximo que pode acontecer é você quebrar!”

Qual é o gatilho para ser promovido no trabalho?

Andrea Menezes, CEO do Standard Bank no Brasil, afirmou que as promoções no trabalho acontecem 60% por exposição, 30% por desempenho e 10% por indicação; por isso, o empoderamento que leva à exposição é um ponto tão importante, especialmente para as mulheres. Já que os homens são empoderados desde crianças e sempre se posicionam. Eles podem ser doces ou agressivos, mas sempre se posicionam. As mulheres precisam ser igualmente empoderadas para se posicionarem.

O futuro já chegou

Pioneiro no campo da virtualidade, Jeremy Bailenson, fundador do Virtual Human Interaction Lab, da Stanford University, tem ajudado empresas e pessoas a navegar pela realidade virtual e falou ao público sobre a maior onda de criatividade da história. “A realidade virtual é a essência da criatividade, ela foi projetada para dar asas à nossa imaginação”, disse ele que, no entanto, defende que essa tecnologia seja reservada a coisas impossíveis, perigosas, caras e raras.

Em seu laboratório, Bailenson, conduz experiências muito interessantes. Ele fez com que um homem branco conseguisse se sentir como uma mulher negra. “Ao se olhar no espelho ele enxergava a mulher, ele de fato se sentiu como se fosse aquela mulher, e  a experiência foi extremamente importante para a quebra de preconceitos”, explicou.

Imagine ser vítima de um tornado: perder família, amigos, casa e não saber se conseguirá se manter vivo nos minutos seguintes. “Existe um jeito melhor de sensibilizar alguém sobre a importância das discussões referentes as mudanças climáticas?”, questiona Jeremy Bailenson. Hoje em dia essa experiência pode ser real, mas sem riscos e de graça. “É para isso que serve a realidade virtual. O cérebro acredita naquilo, ninguém se machuca e você pode fazer a pessoa mudar de opinião”.

Reflexões:

“Reconhecimento é a coisa mais importante do mundo. O maior princípio da natureza humana é ser valorizado.” Tom Peters, o maior guru de gestão da atualidade.

“Retenção de pessoas é burrice. Só tem um maneira: encantamento para fazer com que a pessoa queira ficar.”  Márcio Fernandes, presidente da Elektro e autor do livro, Felicidade dá Lucro.

“A 1ª condição para você crescer é entender que você não sabe tudo e que não é tão bom quanto se acha. Reconhecer as limitações é importantíssimo para ser empreendedor porque é preciso superá-las para se ter êxito – e, para superá-las, é obrigatório conseguir enxergá-las. A 2ª condição é saber escutar as pessoas (experimente entrar mudo e sair calado nas reuniões, dando liberdade para as pessoas oferecerem suas soluções).”Cláudio Galeazzi, fundador da renomada empresa de consultoria Galeazzi & Associados.

“A diversidade nos ensina.” Arthur Grynbaum, CEO do Grupo Boticário.

Por fim, como dizia Derek Bok, ex-reitor e 25ª presidente da Universidade de Harvard, “se você acha que educação é caro, experimente a ignorância”.

Para mim, a experiência valeu cada centavo!

Meu conselho para você? Não perca a HSM EXPO 2017! [Confira a programação aqui].


Dica: a HSM Educação Executiva possui programas customizados, metodologias práticas, vivência com grandes pensadores e conteúdos multiplataforma sobre temas relacionados a gestão. Para conferir alguns webinars gratuitos produzidos pela HSM clique aqui.


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Cláudia Augelli

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