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Terceira Via precisa resolver seus problemas internos antes que seja tarde

Principais nomes ainda precisam resolver problemas internos para tentar deslanchar e crescer no cenário eleitoral
 (Divulgação/TSE)
(Divulgação/TSE)
Por Money Report – Aluizio Falcão FilhoPublicado em 17/01/2022 12:04 | Última atualização em 17/01/2022 12:04Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Aluizio Falcão Filho

O cenário para a Terceira Via, nestes primeiros dias do ano, continua obscuro. Os três principais nomes que poderiam enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro (Sergio Moro, Ciro Gomes e João Doria) continuam com as mesmas intenções de voto que dois meses atrás e ainda precisam resolver problemas internos para tentar deslanchar e crescer no cenário eleitoral.

Ciro está ainda se refazendo de uma ação da Polícia Federal em dezembro, que o investiga por supostas irregularidades nas obras de ampliação do estádio cearense Arena Castelão para a Copa do Mundo de 2014. Sobre este episódio, porém, é preciso fazer um comentário. É espantoso que, às vésperas da Copa de 2022, a PF não tenha tido tempo de encontrar indícios de atos ilícitos ocorridos mais de sete anos atrás e tenha resolvido fazer busca e apreensão apenas agora, um pouco antes das eleições presidenciais – algo que parece denotar intenções políticas por trás do processo investigativo.

O ex-governador do Ceará também perdeu um pouco de musculatura para Sérgio Moro, que entrou na disputa e desidratou um pouco suas intenções de voto, atraindo parte dos eleitores que não querem Lula ou Bolsonaro.

Moro ficou de molho nos últimos dias, por ter sido contaminado pela Covid-19, mas sua postura foi muito comentada no PSDB nesta semana que passou. Os tucanos não gostaram muito da atitude do ex-ministro no encontro realizado com João Doria em dezembro, a qual classificaram como “arrogante”. Mas muitos políticos pessedebistas sabem que deve ser inevitável uma aliança com o ex-juiz mais à frente. Por isso, deixam seus queixumes apenas para as rodinhas de conversa entre deputados e senadores.

Por fim, João Doria está enfrentando uma espécie de terceiro turno dentro de seu partido. Venceu as duas etapas nas primárias do PSDB, mas agora alguns caciques tramam melar a decisão tomada pelas eleições internas da agremiação. Em breve, esses tucanos de alta plumagem vão desafiar Doria a provar seu cacife eleitoral. O que eles desejam? Há um grupo que prefere aderir a uma candidatura de fora e outro que deseja resetar o jogo e indicar um novo nome dentro das hostes do próprio PSDB (ou seja, uma espécie de golpe interno).

Curiosamente, em 2018, o então candidato Geraldo Alckmin não tinha intenções de voto maiores que as de Doria neste momento pré-campanha. Mas ninguém questionou sua vitória nas primárias. Ou seja, a birra é mesmo com João Doria. Desde o início, a cúpula tucana não queria a vitória do paulista. Mudaram as regras para prejudicá-lo, mas Doria ganhou assim mesmo. E agora, após o triunfo, querem melar o jogo. De puxada em puxada de tapete, o PSDB vai se afogando na mesquinhez, perde importância nacional e corre o risco de ir desaparecendo aos poucos.

Como se vê, o tempo está passando e o cenário não apresenta grandes mudanças. Isso, para alguns candidatos, é esperado – e esses postulantes esperam mostrar crescimento para valer a partir de agosto. Mas, em se tratando de Moro e Doria, é possível um aliança entre os dois. Mas, se houver um acordo, dever ser de apoio. Doria não quer ser vice de Moro e vice-versa. Por isso, muita saliva deverá ser gasta nos próximos meses entre representantes dessas duas candidaturas (uma aproximação entre o governador de São Paulo e Ciro Gomes, no entanto, parece ser muito difícil, dado os atritos passados entre os dois).

O grande problema destes candidatos continua a ser a rejeição, com índices que variam, mas quase sempre estão acima de 50 %. Com esse nível de reprovação, como é possível vencer um pleito nacional? Fica muito complicado (a título de comparação, a rejeição de Bolsonaro flutua entre 58 % e 62 %, enquanto a de Lula vai de 39 % a 44 %, dependendo do estudo).

A Terceira Via, no entanto, pode ter outra chance. Em recente enquete do Ipespe, há um dado interessante. Quando se pergunta se haveria algum motivo para que se mude o voto à presidência, 27 % dos entrevistados disseram que poderiam trocar de candidato caso um nome novo entrasse na disputa. Portanto, há muita gente que não está totalmente confortável com as opções atuais para o próximo pleito.

Se os candidatos Moro, Ciro e Doria continuarem estacionados nos atuais patamares, talvez seja o caso de se unirem em torno de uma nova candidatura. Caso contrário, a Terceira Via não passará de um sonho de uma noite de verão.