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Black Friday estratégica: G4 lança curso com Rafinha Soares

Adquirir clientes, reativar consumidores perdidos, fortalecer relacionamento com a base e até criar um evento de endomarketing

Rafinha Soares  é fundador do podcast Falando de Delivery

Rafinha Soares é fundador do podcast Falando de Delivery

Publicado em 6 de abril de 2026 às 21h06.

Todo ano acontece a mesma coisa… Empresas passam meses esperando a Black Friday chegar. Quando ela finalmente chega, muitas entram na guerra de descontos sem planejamento. Vendem muito, mas muitas vezes lucram pouco ou criam problemas operacionais que custam caro depois.

O paradoxo é que a Black Friday nunca foi apenas sobre desconto.

Os números mostram o tamanho da oportunidade. Em 2025, o e-commerce brasileiro faturou cerca de R$ 4,76 bilhões apenas no dia da Black Friday, crescimento de aproximadamente 11% em relação ao ano anterior. Quando se observa todo o período promocional que hoje envolve vários dias ou até semanas de campanha, o volume ultrapassou R$ 10 bilhões em vendas online, consolidando a data como um dos momentos mais importantes do calendário do varejo nacional.

Ou seja: a atenção do consumidor está ali.

Milhões de pessoas estão pesquisando ofertas, comparando marcas e prontas para comprar. A pergunta que empresários deveriam se fazer não é mais se devem participar da Black Friday.

A pergunta certa é outra: como participar sem destruir sua margem e sem colocar a operação em risco?

Foi olhando para esse cenário que o G4, lançou um novo curso dentro da plataforma G4 Skills ministrado por Rafinha Soares.

Para quem ainda não conhece, o G4 é uma escola de negócios criada pelos empreendedores brasileiros Tallis Gomes, Alfredo Soares e Bruno Nardon, com o objetivo de formar líderes e gestores focados em execução e crescimento empresarial. A proposta da instituição é aproximar teoria e prática, trazendo conteúdos aplicáveis no dia seguinte por empresários e executivos que enfrentam os desafios reais de gestão.

O curso parte de um ponto simples, mas muitas vezes ignorado: vender mais não significa necessariamente ganhar mais.

Rafinha Soares conhece bem esse cenário. Ele é fundador do podcast Falando de Delivery, um dos principais conteúdos de negócios do setor de foodservice no país, onde já entrevistou dezenas de empreendedores e executivos que lideram empresas de rápido crescimento.

Mas além disso, Rafinha também é um dos responsáveis pelo crescimento acelerado da PDV Print Embalagens, uma empresa referência em bater metas na black friday, indústria que se tornou primordial no fornecimento de embalagens para restaurantes e operações de delivery em todo o Brasil.

Essa vivência prática no mercado foi justamente o que inspirou a criação do curso.

A proposta é mostrar que Black Friday não deve ser tratada apenas como uma liquidação de fim de ano. Ela pode funcionar como um evento estratégico dentro da empresa, capaz de gerar aquisição de clientes, fortalecimento de marca, aprendizado de dados e crescimento sustentável.

Para isso, o curso apresenta um método simples e aplicável para pequenas e médias empresas.

  1. Comece pela viabilidade

Antes de pensar em desconto, o empresário precisa responder algumas perguntas básicas:

A operação aguenta um aumento expressivo de vendas?

Os fornecedores conseguem acompanhar o volume?

O fluxo de caixa suporta mudanças nas condições de pagamento?

Ignorar essas perguntas é um dos principais motivos que fazem empresas terem problemas após a Black Friday.

  1. Defina o objetivo da campanha

Nem toda Black Friday precisa ter como foco principal o lucro imediato.

Muitas empresas usam a data para adquirir novos clientes, reativar bases antigas ou aumentar recorrência. Em alguns casos, o lucro da primeira venda não é o objetivo, o foco está no relacionamento de longo prazo.

  1. Construa ofertas inteligentes

Produtos isca, combos e estratégias de recorrência costumam gerar resultados melhores do que simplesmente reduzir preço em todo o portfólio.

A lógica é simples: desconto sem estratégia vira apenas erosão de margem.

  1. Prepare a operação para o pico

Estoque, logística, atendimento e tecnologia precisam estar alinhados. Prometer mais do que a empresa consegue entregar pode comprometer a reputação construída ao longo do ano.

Em muitos casos, o problema da Black Friday não está na venda, está na execução.

  1. Transforme a venda em relacionamento

O pós-venda é o detalhe mais ignorado da Black Friday. Uma boa experiência depois da compra é o que transforma desconto em fidelização e aumenta o valor do cliente ao longo do tempo.

Quando bem executada, a Black Friday deixa de ser apenas uma promoção e passa a ser um evento estratégico dentro da empresa, envolvendo marketing, vendas, operação e cultura interna.

Esse é justamente o objetivo do curso: ajudar empresários a usar a data como uma alavanca de crescimento e não como uma liquidação desesperada.

Para quem quiser aprofundar essa abordagem, o curso está disponível dentro do G4 Skills, plataforma educacional do G4 que reúne mais de 200 cursos voltados para acelerar e estruturar o crescimento de empresas.

Como presente para os leitores, a  plataforma disponibiliza 7 dias gratuitos para quem quiser assitir os conteúdos e explorar as aulas da plataforma.

Se a sua empresa participa da Black Friday todos os anos, talvez a pergunta mais importante não seja quanto você vai vender.

Talvez seja outra.

Você está fazendo Black Friday como liquidação… ou como estratégia de crescimento?