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União Europeia decide se vacinação com AstraZeneca continua no bloco

Quinze países do bloco já interromperam a vacinação com a AstraZeneca; em São Paulo, leitos de UTI devem esgotar hoje, segundo projeção do secretário de saúde paulista

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A agência reguladora de medicamentos da União Europeia (EMA, na sigla em inglês) decide nesta quinta-feira (18) se a vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford traz algum efeito colateral grave que pode levar a interrupção das campanhas de vacinação no bloco.

Nas últimas semanas, quinze países do bloco interromperam as vacinações com a vacina anglo-sueca, que pode ser armazenada e transportada em condições normais de refrigerações (2-8°C).

O motivo seria por que algumas pessoas na Dinamarca desenvolveram coágulos sanguíneos, uma das quais teria morrido, após serem vacinadas. O país imediatamente suspendeu o uso da vacina por 14 dias, mas realçou que era uma "medida de precaução".

Seguindo a Dinamarca, países como Holanda, Noruega, Irlanda, Islândia, Bulgária, Luxemburgo, Romênia, Estônia, Lituânia, Espanha, França, Alemanha, Itália e Portugal também suspenderam as aplicações com a vacina da AstraZeneca. A empresa farmacêutica afirma que “não houve eventos adversos graves confirmados associados à vacina”, mas que apoia as investigações.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também se manifestou e informou não haver evidências de que os incidentes sejam causados ​​pelo imunizante. Ela ainda recomendou que as vacinações não fossem interrompidas. "É importante que as campanhas de vacinação continuem para que possamos salvar vidas e evitar os problemas graves causados pelo vírus", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

A EMA já realizou algumas reuniões durante a semana e disse que os benefícios da vacina superam os riscos de efeitos colaterais, mas a reunião de hoje (18) irá confirmar se o bloco deve prosseguir com a vacinação.

"Milhares de pessoas desenvolvem coágulos sanguíneos anualmente na União Europeia por diferentes razões. O número geral de eventos tromboembólicos em pessoas vacinadas não parece ser maior do que o observado na população em geral", afirmou a agência em comunicado.

Ainda de acordo com a EMA, 30 casos de coagulação sanguínea foram confirmados no dia 10 de março entre cerca de 5 milhões de pessoas que foram vacinadas na União Europeia. Atualmente, o bloco e o Reino Unido acumulam 17 milhões de pessoas vacinadas com o imunizante.

Embate entre AstraZeneca e UE

A empresa farmacêutica anglo-sueca anunciou alguns meses atrás que metade das vacinas vendidas à UE não chegariam até o tempo combinado. Ao todo, o bloco reservou 400 milhões de doses e a quebra do acordo não foi bem vista pelos líderes de suas potências.

Enquanto a União Europeia passa por dificuldades para garantir todas as suas doses, as entregas para o Reino Unido não tiveram atrasos tão significativos. O país é um dos que mais vacinaram no mundo até agora (foram 38 doses aplicadas a cada 100 habitantes, enquanto o bloco europeu administrou 11 doses a cada 100 habitantes). Além da AstraZeneca, ambos usam as vacinas de Pfizer e Moderna, que têm tecnologia de RNA mensageiro.

No meio deste embate, a AstraZeneca afirma que o Reino Unido aprovou a vacina antes da UE, o que fez o país receber doses mais cedo. A EMA, a reguladora da União Europeia, só aprovou a vacina em 29 de janeiro, quase dois meses após os britânicos.

AstraZeneca no Brasil

No Brasil, a produção em grande escala da vacina de Oxford com a AstraZeneca teve início no dia 8 de março pela Fiocruz, que está produzindo as próprias doses com insumo (o chamado IFA) importado. O IFA foi enviado não pela fábrica própria da AstraZeneca, mas pelo Instituto Serum, na Índia, o maior fabricante de vacinas do mundo e que tem acordo com a empresa anglo-sueca para produzir e distribuir doses da vacina. 

Outros 4 milhões de doses prontas que chegaram ao Brasil também vieram todas do Serum. A Fiocruz tem contrato para produzir 210 milhões de doses da vacina ao longo deste ano, sendo 100,4 milhões com insumos importados e o restante de produção 100% nacional.

Na última terça-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a continuidade do uso do imunizante da AstraZeneca após concluir que não houve alteração no equilíbrio do benefício-risco do imunizante.

Um estudo, ainda não revisado por pares, indica que a vacina de Oxford pode imunizar a P1, variante brasileira do coronavírus que é mais transmissível, mas mais estudos precisam ser feitos para confirmar as análises dos pesquisadores que escreveram o artigo.

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