Teste de ataque cardíaco pode reduzir internação hospitalar

Exame de sangue pode indicar risco

Um simples exame de sangue pode reduzir internações desnecessárias de pessoas ao identificar as pessoas que procuram ajuda médica por dor no peito causada por algo diferente de um ataque cardíaco, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira.

Pesquisadores dizem ter identificado o nível ideal de uma proteína chamada troponina no sangue abaixo do qual um ataque cardíaco pode ser descartado como causa de dor no peito.

Em um ensaio com cerca de 6.300 pessoas que foram para a sala de emergência com dor torácica em quatro hospitais na Escócia e nos Estados Unidos, o teste identificou corretamente cerca de dois terços dos que não estavam tendo um ataque cardíaco – todos tinham um nível de troponina abaixo de cinco nanogramas (bilionésimos de grama) por decilitro (um décimo de litro).

Isto significa que todos abaixo deste limiar provavelmente poderiam ter sido mandados de volta para casa em vez de serem internados no hospital, afirma a equipe de pesquisadores na revista médica The Lancet.

“A aplicação desta abordagem pode reduzir o número de admissões hospitalares desnecessárias e trazer grandes benefícios tanto para pacientes quanto para os serviços de saúde”, escreveram os pesquisadores.

Os cientistas ressaltaram, contudo, que a abordagem não deve ser aplicada sem consultar o histórico médico dos pacientes.

A dor torácica é uma das causas mais comuns de hospitalização em todo o mundo, com as orientações internacionais recomendando que as pessoas que se queixam de dor no peito sejam admitidas para testes extensivos. A grande maioria não tem um ataque cardíaco.

“Até hoje não havia maneiras rápidas de descartar ataques cardíacos dentro do departamento de emergência”, afirmou o autor Anoop Shah, da Universidade de Edimburgo, em um comunicado.

Em um comentário também publicado pela revista The Lancet, os especialistas Louise Cullen e William Parsonage, do Royal Brisbane e Hospital da Mulher na Austrália, e Martin Than do Hospital de Christchurch, na Nova Zelândia, pediram um estudo mais aprofundado antes que uma referência de troponina seja determinada para dispensa antecipada de pessoas com dor no peito.

 

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